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O que é colo curto?

O colo do útero é uma parte importante do sistema reprodutivo feminino. Localizado na parte inferior do útero, ele conecta esse órgão com a vagina. Durante a gravidez, o colo do útero fica fechado para manter o feto em segurança dentro do útero. Ele também permanece firme e longo, para evitar a dilatação prematura.

À medida que a gestação avança e a data do parto se aproxima, o colo do útero começa a amolecer e a dilatar para permitir a passagem do bebê durante o parto. No final da gravidez, o colo do útero geralmente começa a se dilatar de forma mais significativa e a afinar, em um processo conhecido como apagamento cervical. No final da fase ativa do trabalho de parto, o colo do útero dilata até cerca de 10 cm, permitindo a passagem do bebê pelo canal de parto.

Devido a sua relevância nos mais diferentes estágios da gestação, é importante que as mulheres grávidas recebam um cuidado adequado pré-natal para garantir a saúde do colo do útero e prevenir complicações. Isso inclui a avaliação do colo curto, uma condição associada a partos prematuros e outras complicações. Quer saber mais sobre o tema? Acompanhe!

O que é colo curto?

O colo curto é uma condição na qual o colo do útero da mulher grávida é mais curto do que o normal, geralmente medindo menos de 2,5 centímetros de comprimento. É importante identificar o colo do útero curto o mais cedo possível, pois isso pode permitir que a mulher receba cuidados e tratamentos especiais para ajudar a prevenir o parto prematuro.

Algumas das possíveis causas ou fatores de risco de um colo do útero curto na gestação incluem:

  • Dilatação cervical prévia para procedimentos ginecológicos ou para a indução do parto;
  • Cirurgias cervicais prévias;
  • Histórico prévio de parto prematuro;
  • Incompetência istmo-cervical, um problema em que tecido conjuntivo do colo do útero está enfraquecido e se torna incapaz de suportar o peso do feto).

Relação do colo curto com a prematuridade

Existe uma relação direta entre o colo do útero curto e o parto prematuro. O colo do útero é uma estrutura que deve permanecer fechada durante a maior parte da gestação para proteger o bebê e manter a gravidez até o momento adequado para o parto. Durante o trabalho de parto, o colo do útero se dilata e se afina para permitir a passagem do bebê pelo canal do parto.

 

Quando o colo do útero é mais curto do que o normal na gestação, ele pode ter menos tecido para suportar o peso que o bebê exerce sobre ele, o que pode levar a uma abertura precoce do colo do útero. Isso pode levar ao início precoce do trabalho de parto.

O parto prematuro é uma preocupação séria, pois pode trazer diversos riscos tanto para a mãe quanto para o bebê, como riscos aumentados de:

  • Problemas respiratórios e gastrointestinais;
  • Atraso de desenvolvimento neurológico do bebê;
  • Infecções neonatais;
  • Hemorragia pós-parto na mãe.

Por isso, é importante que mulheres que tenham um colo do útero curto na gestação recebam cuidados e tratamentos adequados para ajudar a prevenir o parto prematuro e minimizar os riscos associados a essa condição.

Diagnóstico do colo curto

O diagnóstico do colo curto é geralmente feito por meio de um exame de ultrassom transvaginal. Durante o exame, o médico pode medir o comprimento do colo do útero para determinar se ele está mais curto do que o normal. Normalmente, essa avaliação é feita entre 18ª e a 24ª semana de gestação.

O exame de ultrassom transvaginal é geralmente seguro e indolor que usa ondas sonoras para criar imagens do colo do útero e outras estruturas dentro do corpo da mulher. Durante o procedimento, a mulher deve ficar com as pernas dobradas e afastadas enquanto o médico insere um pequeno dispositivo de ultrassom na vagina. O dispositivo

Tratamento do colo curto

O tratamento para o colo curto na gestação depende do grau de encurtamento e da idade gestacional em que a condição é identificada. Alguns dos tratamentos possíveis incluem:

  • Repouso: pode ser recomendado para ajudar a prevenir a abertura precoce do colo do útero, incluindo medidas de repouso em leito, redução da atividade física ou outras restrições;
  • Progesterona: A administração de progesterona pode ajudar a prevenir o parto prematuro em mulheres com colo do útero curto;
  • Cerclagem: é um procedimento cirúrgico em que uma sutura é feita em torno do colo do útero para mantê-lo fechado durante a gestação. Esse tratamento pode ser recomendado em casos de colo curto com maior risco de parto prematuro;
  • Pessário cervical: é um dispositivo médico em forma de anel que é inserido na vagina e colocado ao redor do colo do útero para ajudar a mantê-lo fechado. Isso pode ser uma opção para mulheres com colo do útero curto que não podem utilizar outras formas de tratamento.

Por fim, dentro dos princípios do pré-natal humanizado, é importante lembrar que o tratamento para o colo do útero curto deve ser personalizado e adaptado a cada caso específico. O acompanhamento regular com um obstetra experiente em gestações de alto risco pode ser fundamental para garantir a segurança da mãe e do bebê.

Quer saber mais sobre os exames de pré-natal, que podem diagnosticar o colo curto? Confira nosso artigo completo sobre o tema!

Doppler no ultrassom durante a gestação: qual é a função?

Os exames pré-natais são de extrema importância para a saúde da gestante e do feto. Eles podem ajudar a identificar possíveis complicações. O diagnóstico precoce dessas condições pode permitir um tratamento mais eficaz e reduzir o risco de complicações para a mãe e para o feto. Entre os exames mais utilizados, está a ultrassonografia com Doppler.

A função do Doppler no ultrassom durante a gestação é avaliar o bem-estar fetal, detectando possíveis alterações no fluxo sanguíneo que possam indicar problemas como a restrição de crescimento fetal. O uso do Doppler no ultrassom pode ajudar o médico a identificar precocemente possíveis complicações gestacionais e tomar as medidas necessárias para garantir a saúde da mãe e do feto.

O exame de Doppler pode geralmente realizado durante as consultas de pré-natal de rotina, especialmente em gestações consideradas de alto risco. Além disso, o Doppler também pode ser utilizado durante o trabalho de parto para monitorar o bem-estar fetal e ajudar a decidir se é necessária uma intervenção médica, como a indução do parto ou a cesariana.

Quer saber mais sobre o tema? Acompanhe!

O que é Doppler?

O ultrassom com Doppler é uma técnica que utiliza ondas sonoras de alta frequência para produzir imagens detalhadas dos órgãos e estruturas internas do corpo, além de avaliar o fluxo sanguíneo em diferentes tecidos. O exame é considerado um procedimento seguro e não invasivo, sem efeitos colaterais conhecidos.

A técnica de Doppler é baseada no efeito Doppler, que ocorre quando há uma variação na frequência das ondas sonoras refletidas pelo fluxo sanguíneo em movimento. Essa mudança pode ser detectada pelo aparelho de ultrassom e transformada em uma imagem colorida que representa a direção e a velocidade do fluxo sanguíneo.

No ultrassom com Doppler obstétrico, por exemplo, a técnica é usada para avaliar o fluxo sanguíneo na placenta, no cordão umbilical e nos vasos fetais. Além disso, o ultrassom com Doppler também é usado em outras áreas da medicina, como a cardiologia, para avaliar o fluxo de sangue no coração e nos vasos sanguíneos.

Como é feito o Doppler no ultrassom durante a gestação?

O exame é geralmente realizado por um médico especializado em medicina fetal ou por um ultrassonografista treinado em ultrassonografia obstétrica com Doppler. O procedimento geralmente começa com a mulher deitada em uma maca, com o abdômen exposto.

O médico especialista em ultrassom aplica um gel à base de água no abdômen para ajudar a transmitir as ondas sonoras e facilitar a obtenção de imagens nítidas. Em seguida, ele usa um transdutor, um dispositivo manual que emite e recebe ondas sonoras, para capturar imagens em tempo real do feto, da placenta e do líquido amniótico.

Depois de ter localizado as estruturas em que ele deseja avaliar o fluxo sanguíneo, ele altera as configurações do aparelho de ultrassom para incluir a técnica Doppler, produzindo imagens coloridas que representam a direção e a velocidade do sangue no local.

Qual a importância do Doppler no pré-natal?

Esse exame pode fornecer informações valiosas sobre a circulação fetal e identificar precocemente possíveis complicações gestacionais. Algumas das principais aplicações do ultrassom com Doppler no pré-natal incluem:

  • Avaliação do crescimento fetal: o ultrassom com Doppler pode ser utilizado para avaliar o crescimento fetal e detectar possíveis casos de restrição de crescimento intrauterino, que ocorre quando o feto não cresce adequadamente. Esse quadro pode ocorrer devido a problemas na circulação sanguínea na placenta, sendo importante avaliar o transporte de sangue nas artérias que passam por ela;
  • Monitoramento de gestações de alto risco: o ultrassom com Doppler pode ser especialmente importante em gestações consideradas de alto risco, como aquelas com hipertensão arterial materna, diabetes gestacional, gestações múltiplas, entre outras condições, ajudando a monitorar a circulação fetal, que pode estar prejudicada;
  • Diagnóstico de anomalias fetais: o ultrassom com Doppler também pode ser utilizado para diagnosticar algumas anomalias circulatórias fetais, como a persistência da veia cava superior esquerda e a tetralogia de Fallot;
  • Determinação da saúde fetal durante o trabalho de parto: o Doppler também pode ser utilizado para monitorar o bem-estar fetal durante o trabalho de parto e ajudar a decidir se é necessária uma intervenção médica, como a indução do parto ou a cesariana.

Caso seja detectada alguma alteração no fluxo sanguíneo, medidas adicionais podem ser tomadas para garantir a saúde do feto, como monitoramento mais frequente, mudanças na dieta da mãe ou mesmo a necessidade de intervenção médica, como a indução do parto ou a cesariana.

Em resumo, o Doppler no ultrassom durante a gestação é uma técnica fundamental para avaliar o bem-estar fetal e monitorar a circulação fetal. É seguro e não invasiva, podendo ser utilizado praticamente sem restrições na rotina de pré-natal.

Esse exame pode fornecer informações valiosas para detectar possíveis complicações gestacionais e auxiliar o médico na decisão de indicar intervenções necessárias para garantir a saúde da mãe e do feto. A utilização do Doppler no pré-natal, especialmente em gestações consideradas de alto risco, pode ser crucial para o diagnóstico precoce de problemas gravídicos.

Quer saber mais sobre o pré-natal e como ele é feito? Confira nosso post sobre os exames realizados em cada trimestre de gestação!

Percentil fetal: o que significa?

É fundamental avaliar como está o desenvolvimento de um bebê durante o pré-natal, pois isso permite que possamos fazer um plano de cuidado personalizado para as necessidades de cada gestação. Felizmente, com o avanço da tecnologia, hoje temos muitas ferramentas para isso, como a ultrassonografia obstétrica e outros exames complementares.

No ultrassom gestacional, um dos fatores mais importantes a serem avaliados é o peso estimado do feto. Com isso, podemos identificar potenciais problemas, como a restrição do crescimento fetal ou a macrossomia (elevado peso fetal). Para esse tipo de avaliação, utilizamos o percentil fetal, uma comparação estatística do peso do bebê. Quer entender melhor como ela funciona? Acompanhe o nosso post!

O que é percentil fetal?

O percentil fetal é uma medida utilizada na ultrassonografia obstétrica para avaliar o crescimento fetal durante a gestação. Ele indica a posição do peso fetal em relação aos fetos de mesma idade gestacional.

Por exemplo, se um feto está:

  • no percentil 50, isso significa que 50% dos fetos têm um peso menor do que o dele e 50% maior do que ele;
  • no percentil 10, isso indica que seu peso é menor do que 90% dos fetos na mesma idade gestacional. Da mesma forma, 10% dos fetos têm um peso menor do que o dele;
  • no percentil 90, indica que seu peso é maior do que 90% dos fetos na mesma idade gestacional. Por sua vez, apenas 10% dos fetos são mais pesados do que ele.

Mas como chegamos a esses valores? Para fazer as curvas do percentil fetal, foram feitos estudos com centenas de milhares de bebês, levando a criação de uma estimativa bastante confiável.

O percentil fetal é uma ferramenta importante na detecção de possíveis problemas no desenvolvimento fetal, como:

  • restrição de crescimento intrauterino (RCIU), caracterizada por um feto com um percentil abaixo de 10;
  • ou macrossomia fetal, diagnosticada quando o feto está acima do percentil 90.

Isso pode ajudar a determinar a necessidade de intervenções médicas para garantir a saúde da mãe e do bebê.

No entanto, o percentil fetal deve ser sempre avaliado por um médico, visto que a interpretação não é feita apenas com base nos números. Podem ocorrer falsos positivos e falso negativos, por exemplo.

Além disso, serão necessários outros exames para verificar o que pode estar causando a alteração. Nesse sentido, é importante identificar uma anomalia na placenta ou no cordão umbilical pela ultrassonografia com Doppler.

Como é feito o cálculo?

Calcular o peso de um feto não é tão simples dentro do útero não é tão simples. Afinal, não é possível colocá-lo em cima de uma balança. Então, a estimativa de seu peso é feita com base nas dimensões de seu corpo obtidas pela medição na ultrassonografia. Os principais parâmetros são:

  • diâmetro biparietal (DBP);
  • circunferência abdominal (CA);
  • o comprimento do fêmur (CF).

Essas medidas podem ser, então, comparadas com curvas obtidas em estudos com grande número de fetos, como a curva de Lubchenco. Entretanto, atualmente, o mais comum é que os próprios equipamentos façam essa estimativa de forma automatizada.

O que ele pode indicar e quando merece atenção?

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, os riscos gestacionais são maiores quando o percentil fetal está abaixo de 10 (restrição ao crescimento fetal) ou acima de 90 (macrossomia fetal).

Restrição do crescimento fetal

A restrição do crescimento fetal (RCF) é uma condição em que o feto não cresce adequadamente durante a gestação. Isso pode ser causado por vários fatores, como má nutrição materna, doenças maternas, problemas na placenta ou no cordão umbilical, entre outros.

Na RCF, o feto apresenta um peso abaixo do esperado para a idade gestacional, o que pode levar a complicações graves, como sofrimento fetal, prematuridade, hipoxia fetal (falta de oxigênio), entre outras. Além disso, a RCF também está associada a um aumento do risco de morte fetal.

O tratamento da RCF depende da causa subjacente e pode incluir medidas como monitoramento fetal mais frequente, suplementação nutricional, indução do parto ou cesárea. O acompanhamento pré-natal regular é fundamental para identificar precocemente a RCF e prevenir possíveis complicações para a mãe e o feto.

Macrossomia fetal

A macrossomia fetal é uma condição em que o feto tem um peso acima do percentil 90 para idade gestacional. A macrossomia fetal está associada a um aumento do risco de complicações tanto para o feto quanto para a mãe, como:

  • dificuldade na progressão do trabalho de parto;
  • distocia de ombro (quando o ombro do feto fica preso na pelve materna);
  • trauma fetal;
  • necessidade de uma cesariana, entre outros.

Além disso, o feto macrossômico tem um risco aumentado de desenvolver hipoglicemia neonatal (baixo nível de açúcar no sangue) e icterícia (amarelamento da pele e dos olhos).

Algumas das principais causas incluem a diabetes gestacional, a obesidade materna, o ganho excessivo de peso durante a gestação, entre outras. Por isso, o tratamento da macrossomia fetal pode envolver medidas como o controle da glicemia materna, a indução do parto normal induzido ou cesárea, dependendo das circunstâncias e da avaliação individualizada da paciente por seu obstetra.

Portanto, o percentil fetal é uma medida muito importante para que seu obstetra avalia o desenvolvimento do bebê dentro do útero. Caso seja encontrada alguma alteração, ele poderá fazer um pré-natal com mais consultas ou indicar alguma intervenção para corrigir as causas do problema.

Quer saber mais sobre a importância dos exames de rotina em cada trimestre do pré-natal? Confira nosso artigo sobre o tema!

Colposcopia: o que pode diagnosticar?

Os exames de rotina da mulher são aqueles realizados com a finalidade de realizar o diagnóstico precoce de doenças que podem causar problemas graves de saúde. Esse é o caso do exame do Papanicolaou (citopatológico do colo do útero), o qual identifica lesões que são ou podem se tornar um câncer cervical. Vários estudos já mostram que a realização do preventivo ginecológico regularmente é capaz de evitar muitos óbitos e aumentar os anos de qualidade de vida das pacientes.

A colposcopia, por sua vez, não é um exame de rotina. Afinal, seu objetivo não é rastrear pacientes em risco, mas diagnosticar patologias. Ela é indicada quando a paciente apresenta alterações no preventivo. Em outras palavras, seu objetivo é diagnosticar um eventual tumor maligno em pacientes com alterações no exame de triagem de risco. Quer saber mais sobre quando a colposcopia é pedida? Acompanhe nosso post!

O que é colposcopia?

A colposcopia é um exame de magnificação de imagem. Em outras palavras, ele envolve o uso de equipamentos especiais, como lentes e câmeras, que ampliam a imagem de uma área, permitindo que o médico veja detalhes de lesões microscópicas ou difíceis de visualizar a olho nu. Conforme for o caso, ele pode ainda coletar amostras de tecido para investigação histocitopatológica (análise microscópica das células e tecidos).

Como a colposcopia é feita?

Como vimos, a colposcopia é um procedimento que permite ao médico examinar de perto o colo do útero, a vagina e a vulva de uma mulher em busca de sinais de doenças. Durante uma colposcopia, o médico usará um dispositivo de ampliação, chamado colposcópio, para examinar de perto o tecido nessas áreas.

A paciente é colocada em posição ginecológica, a mesma do exame físico habitual. Então, ele investiga a vulva visualmente e insere um espéculo na vagina para manter as suas paredes abertas.

O colposcópio é então usado para visualizar as paredes da vagina e do colo do útero. O médico usará uma solução química própria para destacar todas as áreas que possam ser suspeitas. O médico também pode coletar uma pequena amostra de tecido para biópsia. O procedimento geralmente leva cerca de 10 a 15 minutos e geralmente é feito no consultório do médico sem anestesia. Pode ser desconfortável, mas geralmente não é doloroso.

O que ela pode diagnosticar?

O objetivo principal da colposcopia é identificar lesões potencialmente malignas (invasivas) na vulva, na vagina e no colo do útero. São as chamadas patologias do trato genital inferior. Nos resultados da colposcopia, podem constar diagnósticos, como lesões:

  • grau 1 — lesões proliferativas de menor risco de evolução para câncer;
  • grau 2 — lesões proliferativas de maior risco de evolução para câncer;
  • suspeita de invasão — lesões potencialmente cancerígenas mais profundas.

Câncer do colo de útero

A principal indicação da colposcopia é a investigação de alterações no exame citopatológico preventivo do câncer do colo de útero, o papanicolaou. Essa doença pode ocorrer geralmente devido à infecção por alguns tipos do vírus HPV, que causam mudanças no material genético das células, fazendo com que elas se proliferem sem controle.

Antes do Papanicolaou, o câncer cervical era uma das principais causas de morte precoce entre as mulheres. Veja, na tabela a seguir, os resultados do exame que exigem uma investigação complementar com a colposcopia:

Células escamosas atípicas de significado indeterminado, mas com origem provavelmente benigna (ASC-US)Menos de 25 anos de idadeRepetir em 3 anos
25 a 29 anos de idadeRepetir citologia em 12 meses
Mais de 30 anos de idadeRepetir citologia em 6 meses ou realizar teste DNA HPV
Células escamosas atípicas, não se pode descartar uma lesão de alto grau (ASC-H)Todas as idadesRealizar colposcopia
 AGCTodas as idadesRealizar colposcopia. Algumas sociedades médicas internacionais recomendam também a coleta de amostra endometrial.
LSILAbaixo de 25 anos de idadeRepetir citologia em 1 ou 3 anos
25 anos ou maisRepetir citologia em 6 meses ou realizar colposcopia
HSILTodas as idadesRealizar colposcopia
Lesão intraepitelial de alto grau não podendo excluir microinvasãoTodas as idades

Todas as idades

Realizar colposcopia
Carcinoma adenocarcinomaTodas as idadesRealizar colposcopia

 

Nos casos em que o segundo exame de citopatologia mostrar uma lesão de baixo grau persistente, a paciente também é encaminhada para a colposcopia. Essa é a mesma conduta dos casos em que o médico opta por fazer o teste DNA-HPV e o resultado indica que a paciente está infectada por um HPV de alto risco oncogênico.

Caso essas alterações sejam encontradas em gestantes, a conduta é distinta. Em mulheres não-grávidas, a colposcopia envolve geralmente a biópsia da lesão. No caso das grávidas, a colposcopia ainda será indicada, mas não haverá coleta de tecido, exceto se houver suspeita de uma lesão invasiva. Após 90 dias de pós-parto, o exame é repetido e a biópsia é coletada.

Doenças da vulva

Neoplasias vulvares são relativamente incomuns, mas podem ser condições médicas muito graves. Esses tumores podem ser benignos (não cancerosos) ou malignos (cancerígenos), podendo estar relacionados também com as infecções por HPV.

Os sintomas comuns das neoplasias vulvares incluem coceira, queimação, dor e um nódulo ou massa na área vulvar. Contudo, em muitos casos, a doença pode ser completamente assintomática.

A detecção precoce é fundamental para um melhor prognóstico. Por isso, é importante que as mulheres se submetam a exames ginecológicos regulares e conversem com seu médico sobre quaisquer alterações em sua área vulvar. Caso haja alguma alteração no exame ginecológico, seu médico a encaminhará para a colposcopia.

Neoplasias da vagina

Neoplasias vaginais são crescimentos anormais que podem ser benignos ou malignos (cancerosos). Apesar de geralmente assintomáticas, eles podem causar alterações na aparência da vagina, além de desconforto e sangramento.

As neoplasias vaginais malignas são muito menos comuns do que as benignas. Além disso, o câncer vaginal é relativamente raro em comparação com o câncer do colo de útero. Como as outras patologias do trato genital feminino inferior, suas alterações podem ser identificadas pelo exame ginecológico periódico. Caso haja alguma anormalidade, o seu ginecologista a encaminhará para a colposcopia.

Portanto, o principal objetivo da colposcopia é a avaliação e prevenção de patologias no trato genital feminino inferior (PTGI), que abrange a vulva, a vagina e o colo uterino. Com isso, buscamos realizar um diagnóstico mais precoce e oferecer um tratamento rápido e individualizado.

Quer saber mais sobre esse importante exame? Confira este artigo completo sobre a colposcopia!

Idade feminina e síndrome de Down: existe, de fato, relação?

A síndrome de Down é o transtorno cromossômico mais comum em recém-nascidos. Pessoas com síndrome de Down possuem um cromossomo 21 a mais, o que afeta seu desenvolvimento físico e mental. A condição é mais comum à medida que a idade feminina cresce, principalmente a partir dos 35 anos.

As pessoas com síndrome de Down geralmente têm características físicas distintas, como baixa estatura, olhos inclinados para cima e parte de trás da cabeça mais retificada. Eles também podem ter deficiência intelectual, atraso no crescimento físico e tônus muscular fraco.

Quer saber mais sobre o tema? Acompanhe!

O que é síndrome de Down?

O material genético humano, o DNA, é responsável por coordenar o crescimento, desenvolvimento e funcionamento do nosso corpo. É como se fosse uma receita de bolo. Dentro das células, o DNA normalmente está organizado em 23 pares de cromossomos, ou seja, 46 cromossomos no total.

Em cada par, um cromossomo é herdado do espermatozoide do pai e outro do óvulo da mãe. No entanto, podem ocorrer falhas na formação e no amadurecimento dessas células, fazendo com que o número de cromossomos seja alterado (aneuploidia). Existem dois tipos principais de aneuploidias:

  • monossomia — falta de um cromossomo em um par, como ocorre na síndrome de Turner, em que há apenas um cromossomo no que deveria ser o par número 23;
  • trissomia — excesso de cromossomos, como é o caso da síndrome de Down, na qual há três cromossomos 21, em vez de apenas dois.

No caso da síndrome de Down, as pesquisas mostram que, em 95% dos casos, o cromossomo extra é herdado da mãe. Lembra que falamos que cada célula humana tem 46 cromossomos, mas as células reprodutivas têm apenas 23?

Então, esse número menor é atingido depois que uma célula chamada ovogônia se divide duas vezes para formar 4 células com 23 cromossomos. Alguma falha nesse processo faz com que um óvulo fique com 24 cromossomos ao final: em vez de apenas 1 cromossomo 21, esse gameta apresenta 2.

Qual a relação entre idade feminina e síndrome de Down?

A idade feminina avançada é considerada um importante fator de risco para que o feto apresente uma anomalia cromossômica, como a síndrome de Down. No entanto, é importante ressaltar que a síndrome de Down pode ocorrer em gestações de mulheres de qualquer idade.

Não existe risco zero, uma paciente de 18 anos pode ter um filho com síndrome de Down. Também não existe risco 100%, a maioria das mulheres com gestação após os 40 anos terá filhos sem a condição.

Dizemos, portanto, que as chances de um bebê com síndrome de Down aumentam progressivamente, tornando-se significativamente maior a partir dos 35 anos de idade feminina. Em gestantes entre 30 e 34 anos de idade, 10 a cada 10000 bebês nascem com síndrome de Down.

Entre 35 e 40, a prevalência sobe para 40 a cada 10000 nascimentos. Após os 40 anos, aproximadamente 120 de cada 10000 bebês nascerão com síndrome de Down. Em outras palavras, as chances de um filho com síndrome de Down são 14 vezes maiores aos 40 em comparação com os 30 anos de idade.

Como rastrear e diagnosticar a síndrome de Down?

O rastreio das anomalias e malformações fetais é um dos objetivos de uma boa assistência pré-natal. O exame escolhido dependerá do estágio da gestação.

Translucência nucal

No primeiro trimestre, a translucência nucal é o mais utilizado. Consiste na medida do volume de líquido acumulado na região da nuca do feto nos primeiros meses da gestação. Ela é feita por meio da ultrassonografia morfológica do primeiro trimestre, que já é utilizada habitualmente no pré-natal. Quanto maior o tamanho da translucência nucal, maiores as chances de nascimento de um bebê com alguma questão de saúde:

Tamanho da translucência nucalChances de nascimento sem anomalia cromossômica
Até 2,0 a 2,5 milímetros97%
Entre 2,5 e 3,5 milímetros93%
maior do que 3,5 mm70%
maior do que 4,5 mm50%
maior do que 5,5 mm30%
Acima de 6,5 mm15%

 

Não é, contudo, uma alteração específica para a síndrome de Down, estando também presente em outros transtornos cromossômicos, como a síndrome de Turner. Além disso, a TN aumentada também está presente em bebês sem alterações no número de cromossomos, estando relacionada a distúrbios cardiovasculares, pulmonares, metabólicos e hematológicos.

Medida do osso nasal

A ausência e o encurtamento da raiz nasal estão presentes em até 50% a 69% dos fetos com síndrome de Down. Por sua vez, essa alteração anatômica está presente em apenas 1,4% dos fetos com número normal de cromossomos. No primeiro semestre, o rastreamento pela ultrassonografia avalia a ausência ou a presença do osso nasal. O desenvolvimento do crânio fetal no segundo semestre, entretanto, permite a medição de sua raiz pela ultrassonografia.

Teste do DNA fetal

Recentemente, surgiram exames de sangue maternos capazes de rastrear a síndrome de Down. O mais moderno, o Estudo do DNA fetal, detecta a presença de DNA fetal no sangue da mãe e pode rastrear até 99% dos casos com uma baixa taxa de falso-positivos. Com isso, é possível selecionar melhor quais pacientes precisam fazer exames mais invasivos. No entanto, o teste de DNA fetal ainda é um exame caro, o que limita seu uso para algumas pacientes.

Cariótipo

Esse exame consiste em obter células do bebê contar o número de cromossomos em cada par. Ele não é um teste de triagem, mas um teste de confirmação do diagnóstico após uma triagem positiva.

Durante a gestação, isso é feito a partir da coleta de líquido amniótico. Depois do parto, pode-se usar uma amostra de células da saliva ou do sangue do bebê. Assim, é possível confirmar o diagnóstico. Por ser mais invasivo, algumas pacientes preferem fazer o cariótipo apenas depois do nascimento do bebê.

Independentemente da idade feminina, quando uma mulher está grávida e recebe o diagnóstico de síndrome de Down para seu filho, esse pode ser um momento incrivelmente difícil e emocional. Afinal, há muitas decisões a serem tomadas e é importante que os pais dediquem seu tempo para entender e processar o diagnóstico.

Entretanto, é importante lembrar que, com o apoio e os recursos certos, é possível proporcionar uma vida rica e gratificante para a criança. Mesmo com seus desafios específicos, a maternidade de um filho com síndrome de Down também pode ser uma fonte inestimável de alegria e realização.

Quer saber mais sobre os exames do pré-natal? Confira este texto sobre o tema

Incontinência urinária: o que é?

O sistema urinário feminino consiste em dois rins, dois ureteres, a bexiga e a uretra. Os rins filtram os resíduos do sangue e produzem urina, que é então transportada pelos ureteres até a bexiga, onde é armazenada até ser eliminada. A urina é então excretada para fora do corpo através da uretra.

O sistema urinário é essencial para manter o funcionamento normal do corpo, pois ajuda a regular a pressão sanguínea e a eliminar as toxinas do corpo. Em alguns casos, a função desses órgãos pode ser prejudicada, levando ao escape involuntário de urina, a incontinência urinária. Quer saber mais sobre o tema? Acompanhe!

O que é incontinência urinária?

É a perda involuntária de urina pela paciente. Pode ser uma condição angustiante que afeta tanto a saúde física quanto o bem-estar mental. Existem 4 tipos principais de incontinência urinária.

Incontinência de esforço

A incontinência de esforço é um tipo de incontinência urinária que ocorre quando o movimento ou atividade física exerce pressão sobre a bexiga e dificulta o controle da liberação de urina. Geralmente é causada pelo enfraquecimento dos músculos do assoalho pélvico.

Em casos leves, ocorre apenas com esforços e exercícios físicos mais intensos, como corridas e musculação, além de tosses e espirros mais vigorosos. Em casos moderados a graves, é desencadeada com atividades cotidianas, como rir e tarefas domésticas.

Incontinência de urgência

A incontinência de urgência está geralmente relacionada à bexiga hiperativa, o que faz com que a pessoa sinta uma vontade repentina e intensa de urinar. Os sintomas de incontinência de urgência podem incluir:

  • Vontade súbita e intensa de ir ao banheiro, como se a bexiga estivesse cheia, mas liberar apenas uma pequena quantidade de urina;
  • Liberação da urina antes de chegar ao banheiro;
  • Idas muito frequentes ao banheiro.

Incontinência mista

A incontinência mista é um tipo de incontinência urinária causada por uma combinação de incontinência de esforço e incontinência de urgência. É uma condição comum, observada com mais frequência em adultos mais velhos. Embora a causa exata da incontinência mista não seja conhecida, acredita-se que uma combinação de condições físicas e médicas pode levar a essa condição, incluindo envelhecimento dos músculos da bexiga, danos nos nervos, medicamentos e fraqueza dos músculos do assoalho pélvico.

Incontinência por transbordamento

A incontinência por transbordamento ocorre quando a bexiga de um indivíduo não consegue se esvaziar totalmente devido a condições, como:

  • Obstrução externa ou interna;
  • Bexiga hiperdistendida;
  • Enfraquecimento do músculo da bexiga.

Com isso, a paciente experimenta gotejamento frequente de urina, além de sintomas semelhantes aos demais casos de incontinência.

Causas de incontinência urinária

Existem muitas causas potenciais de incontinência urinária em mulheres, incluindo:

  • Prolapso da bexiga ou da uretra: ocorre quando a bexiga ou a uretra “caem” ou se projetam da parede da vagina;
  • Gravidez e parto: são causas comuns de incontinência urinária. Durante a gravidez, o bebê em crescimento exerce pressão sobre a bexiga. No pós-parto, as gestantes podem apresentar incontinência temporária à medida que cicatrizam das lesões causadas durante a gestação e recuperam o tônus muscular habitual do assoalho pélvico;
  • Menopausa: Após a menopausa, as mulheres podem apresentar diminuição dos níveis de estrogênio, o que pode causar enfraquecimento dos músculos na área da bexiga e da uretra. Isso pode levar à incontinência urinária;
  • Condições neurológicas: algumas condições neurológicas, como esclerose múltipla e bexiga neurogênica, podem enfraquecer os músculos da bexiga e do assoalho pélvico;
  • Medicamentos: medicações, como algumas usadas para tratar pressão alta, podem causar incontinência urinária, pois estimulam a produção de urina;
  • Cálculos na bexiga: podem levar à incontinência à medida que a bexiga se contrai em um esforço para expulsá-los;
  • Infecção da bexiga ou nas vias urinárias.

Diagnóstico da incontinência urinária

O diagnóstico de incontinência urinária em mulheres começa com a coleta do histórico médico e exame físico. O histórico médico inclui perguntas sobre a idade da paciente, histórico de saúde, medicamentos e estilo de vida. Durante o exame físico, o médico verificará se há alguma alteração física que possa afetar a capacidade de reter a urina, como um prolapso de órgão pélvico.

O médico também avaliará a capacidade do paciente de controlar o fluxo de urina e verificará a força dos músculos do assoalho pélvico. Para isso, ele pode pedir para você tossir e fazer força com o abdômen, por exemplo.

Depois disso, um exame de urina rotina será realizado para verificar se há sinais de infecção, como a presença de bactérias. Além disso, podemos requisitar uma ultrassonografia ou uma uretrocistografia miccional para verificar o funcionamento da sua bexiga.

Tratamento da incontinência

O tratamento para incontinência urinária em mulheres varia, dependendo do tipo e gravidade da condição. As opções de tratamento podem incluir mudanças no estilo de vida, medicamentos, exercícios para os músculos do assoalho pélvico, estimulação elétrica e, em casos excepcionais, cirurgia.

  • Mudanças de estilo de vida — mudanças no estilo de vida são a primeira linha de tratamento para incontinência urinária em mulheres. Essas mudanças podem incluir perda de peso, redução da cafeína, evitar o álcool e o fumo;
  • Exercícios para os músculos do assoalho pélvico: Os exercícios para os músculos do assoalho pélvico, também conhecidos como exercícios de Kegel, podem fortalecer os músculos do assoalho pélvico e melhorar os sintomas da incontinência urinária. Esses exercícios envolvem apertar e relaxar os músculos do assoalho pélvico e podem ser feitos em qualquer lugar a qualquer momento;
  • Medicamentos — Medicamentos podem ajudar a reduzir os sintomas de incontinência urinária em mulheres. Esses medicamentos podem incluir anticolinérgicos, antidepressivos tricíclicos e alfa-bloqueadores. No entanto, devem ser usados por um curto prazo, pois podem trazer complicações e efeitos colaterais com o uso prolongado;
  • Cirurgia — a cirurgia pode ser recomendada para tratar a incontinência urinária em mulheres quando outros tratamentos não tiverem sucesso.

Em geral, grande parte dos tratamentos para incontinência urinária poderá ser aplicado em mulheres grávidas, com exceção da cirurgia e de certos medicamentos que podem prejudicar o feto ou a evolução da gestação. Além disso. os exercícios também deverão ser adaptados às individualidades das gestantes a fim de não prejudicar a gravidez ou comprometer a sua saúde física.

Quer saber mais sobre a prevenção e o tratamento da incontinência urinária durante a gravidez? Conheça a fisioterapia pélvica!

SOP: veja como é feito o tratamento

A síndrome dos ovários policísticos (SOP) é ​​o distúrbio hormonal mais comum em mulheres em idade fértil. É também um dos mais desafiadores de conviver devido aos seus sintomas e potenciais complicações a longo prazo, como o aumento do risco cardiovascular.

Neste artigo, veremos o que é a síndrome dos ovários policísticos, suas possíveis causas e riscos, os critérios para diagnóstico e, principalmente, as opções de tratamento da SOP. Continue lendo para saber mais sobre como você pode gerenciar seus sintomas e lidar com essa condição desafiadora daqui para frente.

O que é síndrome dos ovários policísticos?

A síndrome dos ovários policísticos (SOP) é ​​o distúrbio hormonal mais comum em mulheres. Ela pode ser diagnosticada se forem identificados dois dos três critérios a seguir:

  • Oligomenorreia;
  • Hiperandrogenismo clínico (hirsutismo, sangramento uterino anormal, acne, entre outros) ou laboratorial;
  • Ovários com volume aumentado ou presença de múltiplos cistos ovarianos.

Possíveis causas da SOP

A causa exata da síndrome não é conhecida. Diversos fatores de risco diferentes podem contribuir para o seu desenvolvimento, desde fatores genéticos até o estresse e dieta rica em gorduras.

Embora o gene responsável não tenha sido encontrado, o risco de SOP é maior entre mulheres com parentes próximas diagnosticadas com a condição. Além disso, sugere-se que certos fatores de risco na infância e o desenvolvimento de SOP, como ter apresentado:

  • Um índice de massa corporal (IMC) mais alto em uma idade jovem;
  • Um baixo nível de atividade física e uma dieta rica em gorduras e carboidratos refinados.

Como diagnosticar a SOP?

Dependendo da intensidade dos seus sintomas, você pode ser diagnosticada com SOP após uma única consulta com seu médico ou pode ter de fazer exames para confirmar a síndrome. Na maioria dos casos, contudo, o diagnóstico de SOP é feito após uma avaliação extensa por um profissional de saúde, incluindo a realização de exames, como uma ultrassonografia transvaginal e testes hormonais.

Manter um diário dos sintomas pode ser uma ferramenta útil para muitas pessoas diagnosticadas com SOP. Isso torna mais fácil para o seu médico fazer um diagnóstico, especialmente se você tiver sintomas leves que são difíceis de definir.

Quais são os tratamentos para a SOP?

O plano terapêutico para a SOP deve envolver mudanças no estilo de vida, que podem ser associadas a medicamentos e psicoterapia. Os objetivos do tratamento geralmente são:

  • Melhorar seu bem-estar, sua qualidade de vida e sua autoestima globalmente;
  • Conquistar uma melhor compreensão de sua condição;
  • Aliviar alguns dos sintomas que estiver enfrentando.

Mudanças no estilo de vida

As principais mudanças no estilo de vida que podem ajudá-la são:

Exercício regular — O exercício ajuda a controlar os níveis de insulina e é uma das melhores coisas que você pode fazer para controlar os sintomas da SOP. Além disso, essa medida contribui para:

  • Reduzir o estresse;
  • Melhorar seu humor;
  • Dormir melhor à noite;
  • Perder peso;
  • Ganhar energia;
  • Melhorar seu desejo sexual.

Dieta — Uma dieta rica em fibras pode ajudar a reduzir a resistência à insulina e a perder peso com mais facilidade. Uma alimentação com muitas frutas, vegetais e grãos integrais pode ajudar a melhorar os sintomas da SOP.

Sono suficiente e regular — Dormir o suficiente é essencial para muitos aspectos da saúde e do bem-estar, incluindo os sintomas da SOP. Ter horas de sono regulares, mesmo nos fins de semana, pode ajudar a controlar seus hormônios e seu peso.

Medicamentos

Se você foi diagnosticada com SOP, seu médico pode recomendar medicamentos para ajudar a reduzir os sintomas e o risco de complicações. Há uma variedade de medicamentos diferentes usados ​​para tratar a SOP, dependendo da gravidade de seus sintomas e de suas necessidades específicas.

Os mais utilizados são os contraceptivos orais combinados de estrogênio-progesterona, os quais reduzem os sinais e sintomas de hiperandrogenismo. Além disso, melhoram o sangramento uterino anormal.

No entanto, esse tipo de medicamento pode aumentar o risco de tromboembolismo venoso (TEV) em mulheres com obesidade ou risco aumentado para a TEV. Então, deve ser sempre indicado por um médico capacitado após a avaliação da sua saúde.

Nesses casos e se houver melhora dos sintomas com os anticoncepcionais combinados, outras opções medicamentosas podem ser consideradas de forma individualizada.

Psicoterapia

A terapia pode ser útil para entender como a síndrome afeta você. Ela também ensina dicas práticas de como você pode lidar com os desafios que a acompanham.

Embora não haja cura para a SOP, ela pode ser gerenciada com mudanças na dieta e no estilo de vida, além de medicamentos e terapia. Se você ou alguém que você conhece está apresentando sintomas comuns de SOP, é importante procurar atendimento médico para o diagnóstico. O tratamento precoce geralmente traz um melhor prognóstico a longo prazo.

Quer saber mais sobre a SOP e sua influência na fertilidade, na gestação e no parto? Não deixe de ler nosso artigo completo sobre o tema!

Ocitocina: o que é?

A ocitocina é um hormônio naturalmente produzido pelo corpo da mulher durante o trabalho de parto normal. As formas sintéticas (medicamentosas) da ocitocina são ainda utilizadas para auxiliar na indução do parto em casos em que ele precisa ser “acelerado” devido à evolução insuficiente, ao sofrimento fetal ou materno.

Muitas mulheres têm receio do uso da ocitocina durante o parto devido a relatos de experiências negativas que elas tiveram no passado, a relatos de pessoas próximas ou lidos na internet. No entanto, é preciso compreender que a ocitocina não é usada como rotina, ela é indicada em situações em que a indução do parto é necessária por trazer mais benefícios do que riscos para a mãe e o bebê.

Além disso, as experiências ruins com a ocitocina não são comuns, são a exceção, pois se trata de uma medicação muito segura quando utilizada corretamente. Em primeiro lugar, é possível que, como esse hormônio é prescrito em partos mais difíceis, a mulher acabe associando que a medicação causou a dificuldade. Contudo, o parto já estava evoluindo com complicações, e a ocitocina foi utilizada para facilitá-lo e evitar uma cesariana.

Por sua vez, as complicações usualmente ocorrem por causa do uso inadequado durante o trabalho de parto (uso de doses excessivas ou por tempo prolongado). Para você ficar mais segura, fizemos um post para explicar tudo sobre a ocitocina. Ficou interessada? Acompanhe!

O que é ocitocina?

A ocitocina é um hormônio e um neurotransmissor produzido pelo hipotálamo, uma região do sistema nervoso central humano localizada dentro do crânio. Ela é armazenada pela neuro-hipófise, uma glândula, conectada intimamente com o hipotálamo.

A sua meia-duração (que indica quanto tempo ela pode durar no sangue) é de apenas 3 a 4 minutos. Contudo, nesse período, seus efeitos são intensos e importantes. Como hormônio, ela estimula fortemente a contração dos músculos lisos do corpo, como aqueles localizados ao redor das glândulas mamárias e na parede do útero.

Como neurotransmissor, é fundamental para estimular a criação de vínculos afetivos e o desejo sexual. No parto e no pós-parto, tem papel importante no segundo estágio do trabalho de parto, no puerpério imediato e no aleitamento.

Mas como ela atua no corpo normalmente, no dia a dia?

Tanto homens quanto mulheres produzem ocitocina no dia a dia, tendo as seguintes funções:

Formação de vínculos sociais e afetivos

A ocitocina é um dos hormônios mais curiosos do corpo humano. Afinal, sua principal ação é estimular a vontade de conexão com outras pessoas, de criação de vínculos afetivos e de trocar emoções. Por exemplo, quando uma pessoa abraça a outra genuinamente, há uma descarga de ocitocina.

Desejo sexual e orgasmo

Junto com a dopamina, a noradrenalina e a melanocortina, a ocitocina é um dos neurotransmissores responsáveis pelo comportamento sexual e reprodutivo. Ela estimula o desejo de contato físico, de vínculo social e de expressar afeto. Quando age em conjunto com a dopamina, também é responsável pela sensação de orgasmo;

Ocitocina na gestação

Os níveis de ocitocina durante a gestação são geralmente mais baixos. Afinal, como esse hormônio estimula as contrações uterinas, uma maior quantidade de ocitocina no sangue poderia causar abortamentos e partos prematuras. Inclusive, quando a paciente entra em trabalho de parto precocemente, podem ser utilizados medicamentos que bloqueiam a ação da ocitocina para evitar a prematuridade.

Ocitocina no trabalho de parto

O número de receptores de ocitocina no útero aumenta conforme o final da gestação se aproxima. Isso é uma forma do corpo se preparar para o nascimento do bebê e mostra que a ocitocina é um dos hormônios mais importantes para o trabalho de parto.

Ela é considerada o mais potente estimulador das contrações uterinas (efeito uterotônico). Quando aplicada nas mulheres gera contrações com frequência e amplitude muito semelhantes àquelas presentes no trabalho de parto.

Por esses motivos, a ocitocina sintética é um dos medicamentos mais utilizados na indução do parto, pois estimula um processo muito próximo do natural. Algumas indicações do parto induzido pela ocitocina são:

  • Alguns casos de distócia;
  • Gravidez pós-termo;
  • Ruptura prematura de membranas;
  • Doenças hipertensivas da gestação;
  • Morte fetal;
  • Restrição do crescimento fetal;
  • Diabetes materno;
  • Infecção na placenta e nas membranas (corioamnionite);
  • Descolamento da placenta;
  • Líquido amniótico insuficiente (oligodrâmnio);
  • Colestase gestacional;
  • Anemia fetal devido à aloimunização (produção de anticorpos maternos contra as células sanguíneas do bebê);
  • Gravidez gemelar.

As complicações do uso da ocitocina são relativamente incomuns e se devem principalmente ao uso de doses muito elevadas, as quais não são recomendadas.

Ocitocina no puerpério

A ocitocina também auxilia o útero a se contrair vigorosamente na fase pós-parto para expulsar a placenta e as membranas fetais. Depois disso, ajuda o útero a retornar a como era antes da gestação, estimulando a involução uterina. Por esses motivos, a ocitocina sintética é considerada o medicamento de primeira escolha para prevenir a hemorragia pós-parto por atonia uterina (ausência de contração uterina).

Ocitocina na amamentação

A ocitocina é o hormônio responsável por produzir o “reflexo de descida do leite”, pois estimula a contração das glândulas mamárias para a ejeção do leite.

Enquanto a mulher está amamentando, os níveis de ocitocina ficam mais elevados. Esse é um dos motivos que faz a amamentação ser tão benéfica para a mãe, pois esse hormônio:

  • facilita a recuperação do parto, pois estimula a involução do útero, reduzindo diversas complicações puerperais;
  • potencializa o desenvolvimento de um vínculo mais forte da mãe com o bebê;
  • pode reduzir o estresse materno no pós parto, visto que o hormônio pode se relacionar com uma redução da liberação de corticoide (hormônio do estresse), além de estimular comportamentos sociais positivos da mãe.

Portanto, a ocitocina é um dos mais importantes hormônios da fase final das gestações, contribuindo para o trabalho de parto, o puerpério e a amamentação. A estimulação do trabalho de parto com a ocitocina não deve ser temida, pois, quando feita corretamente, apresenta baixo risco para a mãe e o bebê. Dentro dos princípios do parto humanizado, a medicação será utilizada sempre de forma individualizada desde que os benefícios superem o risco da indução do parto.

Quer saber mais sobre a assistência humanizada ao parto normal? Confira este artigo!

Cardiotocografia: o que é e importância

A cardiotocografia é um exame usado para o monitoramento da frequência cardíaca fetal e a avaliação da dinâmica das contrações uterinas. Ela pode ser realizada tanto durante o pré-natal quanto no parto. Esta última situação é a mais comum, pois auxilia os médicos a entenderem como o trabalho de parto está evoluindo.

Apesar de sua importância, como qualquer exame, a indicação da cardiotocografia deve seguir alguns critérios. Assim, podemos evitar que a gestante seja submetida a procedimentos desnecessários e que podem trazer complicações. Quer entender melhor o tema? Acompanhe nosso post!

O que é a cardiotocografia?

A cardiotocografia (CTG) é um exame de diagnóstico usado para monitorar a frequência cardíaca fetal ao mesmo tempo em que se avaliam as contrações uterinas durante a gravidez. Ela é feita a partir de um aparelho cardiotocógrafo, que apresenta dois sensores de ultrassom (o mesmo método utilizado nas ultrassonografias feitas ao longo do pré-natal).

Tecnicamente, esses sensores são conhecidos como transdutores. Ambos são colocados no abdômen da gestante. Um dos transdutores registrará a frequência cardíaca fetal, isto é, o ritmo do coração do bebê a cada minuto. O outro monitora as contrações uterinas, medindo a variação da espessura da parede uterina ao longo do tempo. Quando o útero se contrai, suas paredes ficam mais grossas.

Com isso, podemos também estimar a força (tensão) que a parede uterina está exercendo no ambiente intrauterino, onde está o bebê. Os resultados do exame geralmente são impressos em um papel milimetrado, que mostra a variação dos parâmetros ao longo do tempo.

Em casos raros e se houver dilatação do colo suficiente, podemos utilizar ainda a cardiotocografia interna, em que os sensores são colocados dentro do útero para monitorar diretamente os batimentos fetais e a pressão intrauterina. De qualquer forma, o traçado impresso no papel será avaliado pelo médico para auxiliar na tomada de decisão se alguma intervenção será necessária durante o parto.

Qual a importância da cardiotocografia?

A importância da cardiotocografia é que ela pode fornecer um alerta precoce de sofrimento fetal ou de distocia. Isso pode ajudar os médicos a agir rapidamente para garantir que o bebê nasça de maneira segura e saudável.

Os estudos mostram que a realização da cardiotocografia durante o trabalho de parto pode reduzir as taxas de convulsões neonatais. No entanto, ainda não há evidências claras de benefícios, como a redução do risco de paralisia cerebral, mortalidade neonatal ou outros resultados positivos.

Apesar disso, algumas pesquisas mostraram que a CTG pode estar associada ao aumento de risco de realização de cesarianas ou partos vaginais instrumentais. Em outras palavras, quando os médicos realizam a cardiotocografia, eles ficam mais propensos a intervir no processo natural do parto por meio do parto cesáreo ou de procedimentos no parto normal, como a episiotomia e o fórceps. Portanto, não é um risco do procedimento em si mesmo, mas devido à atitude do médico em relação aos seus resultados.

Nesse sentido, dentro dos princípios do parto humanizado, é muito importante que seu médico pese os riscos e benefícios da cardiotocografia de forma individualizada com seu parto, baseando-se sempre nas evidências científicas disponíveis. A decisão de usar a cardiotocografia deve ser compartilhada e ele deve explicar por que está utilizando o exame. Afinal, você é a protagonista do parto.

Quando a cardiotocografia é feita?

O teste geralmente é feito durante o terceiro trimestre (antes ou durante o trabalho de parto), pois pode ajudar a identificar possíveis sofrimento fetal, distocia e início da fase ativa de parto. Antes do momento do parto, contudo, a cardiotocografia tem um uso mais limitado.

Antigamente, ela já foi usada isoladamente para detectar condições, como restrição de crescimento intrauterino (RCIU) e anemia fetal. Entretanto, com a evolução da ultrassonografia e outras técnicas pouco invasivas de avaliação fetal, a CTG não é mais utilizada isoladamente para esse tipo de diagnóstico. Em outras palavras, seu médico possivelmente pedirá outros exames conjuntamente para confirmar ou afastar o diagnóstico.

Mesmo durante o parto, a cardiotocografia não é indicada como rotina para todas as gestantes. Por exemplo, pacientes de baixo risco gestacional não precisam passar pelo exame se o parto estiver ocorrendo sem complicações.

Nesse caso, ela será monitorada apenas com a ausculta fetal habitual, como o sonar cardiofetal (um aparelho eletrônico, que funciona como um ultrassom mais simples) ou o Pinard (um dispositivo que amplia os sons dos batimentos fetais).

Indicações da cardiotocografia durante o parto

A cardiotocografia está indicada nos seguintes casos:

  • partos que podem ser prematuros ou bebês abaixo do peso;
  • mulheres com hipertensão arterial, pré-eclâmpsia e outras comorbidades;
  • mulheres com infecções;
  • mulheres com hemorragia durante o trabalho de parto;
  • casos de gestação múltipla;
  • líquido amniótico com algum grau de mecônio (as “fezes” do feto);
  • ruptura das membranas (bolsa amniótica) antes de iniciar o trabalho de parto;
  • bebê em uma posição anormal;
  • trabalho de parto for induzido ou conduzido;
  • uso de anestesia epidural para alívio da dor.

Além disso, a cardiotocografia é importante quando a ausculta cardíaca fetal estiver alterada. Nesse caso, o médico inicialmente utilizará a CTG por 20 minutos. Se o traçado estiver normal, ele manterá a conduta habitual do parto, sem nenhuma intervenção. Caso haja alterações significativas no traçado, ele poderá monitorar a paciente por mais tempo ou indicar um procedimento para evitar complicações no parto.

Por fim, a CTG pode ser usada para monitorar os efeitos de medicamentos ou tratamentos aplicados durante o trabalho de parto. Isso é especialmente útil para mães que precisam de medicamentos para alívio da dor ou epidurais durante o trabalho de parto. Ao monitorar a frequência cardíaca do bebê e o ritmo das contrações, os médicos podem garantir que os medicamentos não tenham nenhum efeito adverso no bebê e na evolução do parto.

Em resumo, a cardiotocografia é uma ferramenta importante para monitorar a saúde do bebê antes e durante o parto. Pode ajudar a detectar possíveis problemas, monitorar a resposta do bebê ao trabalho de parto e ao parto e garantir que potenciais efeitos colaterais de medicamentos sejam identificados rapidamente. Contudo, é um exame que não precisa ser feito de rotina, sendo indicado nos casos em que os benefícios superem eventuais riscos.

Quer saber mais sobre a cardiotocografia e como ela é feita? Confira nosso artigo completo sobre o tema!

Core abdominal e gravidez: saiba mais sobre o assunto

Quando pensamos nos órgãos envolvidos na gestação e no trabalho de parto, nós geralmente nos lembramos do útero e da vagina. No entanto, existem algumas estruturas fundamentais para o processo e que são “ignoradas”, não levando o crédito que merecem. Estamos falando dos músculos do core abdominal, que estão localizados nas paredes do abdômen e no assoalho da pelve.

São eles que se fortalecem para sustentar o peso crescente do bebê e que se alongam o aumento do volume do útero. Eles permitem que a coluna não sofra tanto com esse impacto extra e ajudam a manter os movimentos corporais da mulher. Durante o trabalho de parto ainda, oferecem uma força extra e potente para ajudar na expulsão do feto. Por isso, fortalecê-los é importante e ajuda a evitar complicações pós-parto. Quer saber mais sobre o tema? Acompanhe!

Quais são os músculos do core abdominal?

Os músculos do core abdominal são os músculos localizados na área abdominal que atuam na sustentação da coluna e da integridade da parede abdominal. Eles incluem o transverso abdominal, o reto abdominal, os oblíquos internos e externos e o quadrado lombar.

Os músculos do núcleo abdominal trabalham juntos para apoiar a coluna e o tronco, ajudam no equilíbrio e estabilidade e fornecem controle de movimento e postura. O transverso abdominal envolve o abdômen, formando grande parte de sua parede, e é o mais profundo dos músculos abdominais. Ele também estabiliza a coluna vertebral, a pelve e a caixa torácica e contribui para a pressão positiva da cavidade abdominal.

O reto abdominal é o mais externo e visível dos músculos abdominais. Ele é comumente chamado de “tanquinho”. Ele se origina nas costelas e vai até o osso púbico. Com isso, ajuda na flexão da coluna, no controle da respiração e da postura.

Os oblíquos interno e externo estão localizados nas laterais do abdome e são responsáveis pela flexão lateral e rotação do tronco. Eles também ajudam a estabilizar a coluna, fornecendo força e coordenação para os mais diversos movimentos. Por fim, temos o quadrado lombar, que está localizado na parte inferior das costas e ajuda a estabilizar a pelve.

Além disso, fazem parte do core abdominal os músculos do assoalho pélvico:

  • os isquiocavernosos;
  • os bulbocavernosos;
  • os transversos superficial e profundo do períneo;
  • o esfíncter anal externo.

Os músculos do núcleo abdominal são importantes para a saúde e o condicionamento físico em geral, pois trabalham juntos para fornecer estabilidade, movimento e equilíbrio. Exercícios regulares de fortalecimento podem ajudar a melhorar a postura e reduzir o risco de lesões.

Qual a importância do core abdominal para as gestações?

O core abdominal é essencial para uma gravidez saudável e segura. Ele contribui com as seguintes funções:

  • ajuda na preparação para o parto vaginal;
  • sustenta a postura à medida que o peso do bebê cresce e reduz dores nas costas;
  • promove a saúde do assoalho pélvico, auxiliando a distribuir e sustentar a pressão que o útero faz sobre as estruturas da pelve;
  • aumentam a pressão para a expulsão do bebê quando a parturiente faz força.

Qual a importância dos exercícios de core abdominal na gestação e no parto?

Idealmente, o core abdominal deve ser exercitado durante toda a gravidez de baixo risco. No entanto, as atividades físicas de fortalecimento do core devem ser feitas sob indicação e supervisão de um médico ou de um fisioterapeuta obstétrico. Caso contrário, pode haver prejuízos para a gestação.

Os exercícios que se concentram no núcleo abdominal devem ser suaves e não extenuantes. As mulheres devem modificar os exercícios de acordo com seu nível de condicionamento físico e conforto. Além disso, devem ser feitos com a coluna em uma posição neutra, sem arquear as costas ou exercer pressão excessiva sobre a barriga ou a coluna.

Exemplos de exercícios abdominais que podem ser feitos durante a gravidez incluem alguns tipos de pranchas, as inclinações pélvicas, os levantamentos laterais de pernas e as pontes pélvicas. Esses exercícios fortalecem principalmente os músculos mais externos. Porém, da mesma forma, é também importante manter os músculos do assoalho pélvico fortes durante a gravidez.

Os músculos do assoalho pélvico estão localizados entre os ossos do quadril e fornecem suporte para os órgãos da região. Por isso, eles são mais internos e difíceis de trabalhar com movimentos habituais. Assim, eles demandam manobras especiais, como o kegels, que utiliza uma bola de pilates para auxiliar na elevação da pelve.

Outra forma de fortalecer o core é manter uma postura adequada durante a gravidez. Isso envolve manter o peito para cima e os ombros para trás enquanto estiver em posição em pé. Isso ajuda a reduzir a tensão nas costas e promover a força muscular abdominal.

Durante o parto, os músculos do core abdominal da mãe desempenham um papel importante ao fornecer força e estabilidade para o processo. Por exemplo, os músculos do núcleo abdominal ajudam a abrir a pelve e a apoiar a coluna, permitindo que o bebê passe pelo canal do parto. Além disso, em grande parte, são eles que aumentam a pressão abdominal quando a gestante faz força voluntária para expulsar o bebê.

Alguns estudos mostraram que músculos abdominais mais fortes podem ajudar a reduzir o risco de lesões ou traumas para a mãe durante o parto, além de reduzir o risco de dor lombar e disfunção do assoalho pélvico após o parto. Somado a isso, podem ajudar a promover o parto normal espontâneo, reduzir o risco de realização de uma episiotomia e facilitar o trabalho de parto.

Portanto, o core abdominal é fundamental para uma gestação e um parto mais saudáveis. Por sua vez, os exercícios para fortalecimento dos abdominais e do assoalho pélvico podem trazer benefícios antes, durante e depois do parto.

Eles ajudam seu corpo a se preparar para o trabalho, mantêm a postura adequada durante a gestação e reduzem a dor nas costas e promovem a saúde do assoalho pélvico. Entretanto, devem ser indicados por médicos de acordo com seu condicionamento físico e a avaliação individual da sua gestação.

Quer saber mais sobre a fisioterapia durante a gestação? Confira nosso artigo sobre o fortalecimento do assoalho pélvico!