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Ultrassom obstétrico: o que é e quando é solicitado?

O ultrassom obstétrico é uma parte importante do atendimento pré-natal e do parto humanizado. Durante o primeiro trimestre, ele traz momentos bastante afetuosos e memoráveis para as mamães, como ouvir as primeiras batidas do coração do bebê.

Ele também é usado para rastrear evidências de anormalidades cromossômicas comuns, como a síndrome de Down. Além disso, pode detectar anomalias anatômicas regionais, como a espinha bífida, que podem ter impacto na saúde do bebê se não forem identificadas precocemente.

Durante o segundo e terceiros trimestres, o ultrassom obstétrico é comumente usado para monitorar o crescimento do bebê e procurar possíveis sinais de alerta para a gestação. Ele pode incluir o monitoramento do tamanho do útero e dos níveis de líquido amniótico, procurando por anormalidades estruturais visíveis no bebê. O exame também é útil para verificar a posição do bebê e medir o fluxo sanguíneo para a placenta. Quer saber mais sobre o tema? Acompanhe nosso post!

O que exatamente é um ultrassom obstétrico?

A ultrassonografia obstétrica é um exame de imagem que usa ondas sonoras para criar imagens do interior do corpo. Ela é feita com um dispositivo chamado transdutor, que pode se parecer com um microfone (ultrassonografia abdominal) ou uma haste fina (ultrassonografia transvaginal).

As ondas sonoras penetram através de sua pele e do seu corpo, colidindo com as estruturas sem prejudicá-las. Elas são refletidas pelos tecidos do corpo e são captadas pelo transdutor, que as transforma em sinais elétricos, os quais são processados ​​pelo equipamento e transformados em imagem. 

Em um ultrassom obstétrico, serão observados parâmetros, como o tamanho do seu útero, o volume de fluidos intrauterinos e a posição/orientação do seu bebê. Isso permite acompanhar o desenvolvimento da gestação e o crescimento do seu bebê ao longo do tempo.

Como é feito o ultrassom obstétrico? Quando ele é indicado?

No dia do seu ultrassom obstétrico, você precisará trocar de roupa e colocar uma camisola hospitalar. Dependendo do tipo de ultrassom indicado, pode ser solicitado que você fique em posição ginecológica para uma ultrassonografia transvaginal. Isso permite que o ultrassonografista veja sua região pélvica com mais facilidade. 

Ultrassonografia obstétrica do primeiro semestre

O primeiro trimestre é quando é realizada uma triagem pré-natal para avaliar o risco de anomalias cromossômicas, como síndrome de Down, a trissomia 13, a trissomia 18. Durante esse período, seu médico está procurando por quaisquer alterações estruturais em seu bebê. 

Isso inclui procurar a presença de acúmulo de líquido na região da nucal, de higroma cístico e outros problemas estruturais menores que podem ter impacto na saúde do bebê. 

Um ultrassom é normalmente realizado entre 11 e 14 semanas do seu último ciclo menstrual, podendo ser utilizado para auxiliar no diagnóstico da gestação. Caso seja feito mais precocemente, pode ser necessária uma nova ultrassonografia ainda no primeiro trimestre para avaliar a morfologia do bebê, isto é, as características do corpo dele.

Ultrassonografia obstétrica do segundo semestre

O segundo trimestre é um momento em que o médico mudará o foco da verificação de anomalias estruturais para o monitoramento do crescimento do bebê. O exame normalmente é realizado entre 18 e 28 semanas do seu último ciclo menstrual. Esse também é o melhor momento para ter mais certeza a respeito do sexo do bebê.

Ele geralmente envolve: 

  • Medir o quanto seu bebê cresceu e comparar com curvas padronizadas para estimar se o desenvolvimento está dentro do esperado;
  • Calcular o volume do líquido amniótico para detectar malformações, como estenose da junção ureteropiélica (JUP), que pode causar disfunção renal;
  • Avaliar a morfologia global. 

Ultrassonografia obstétrica do terceiro trimestre 

Durante o terceiro trimestre, seu médico está procurando por possíveis sinais de alerta para complicações durante o parto. Um primeiro exame pode ser feito entre 32 e 34 semanas para medir o tamanho do seu útero e ver o quanto o feto cresceu desde o último ultrassom. Entre suas utilidades, também estão:

  • Verificar o tamanho do seu útero e a posição do seu bebê;
  • Medir o fluxo sanguíneo para a placenta;
  • Medir a espessura do colo uterina;
  • Estimar, de acordo com alguns sinais, se o parto está próximo. 

Um segundo ultrassom pode ser realizado entre 36 e 38 semanas de gestação para confirmar que seu bebê está em uma posição ideal para o nascimento. Isso ajuda a evitar complicações que dificultam o parto normal. A partir dele, por exemplo, podemos iniciar as manobras para corrigir problemas de posicionamento.

O ultrassom mostra o sexo?

O sexo pode ser determinado já no primeiro trimestre por um ultrassom, embora normalmente não seja feito até o segundo trimestre. Nessa fase, o exame pode determinar mais claramente o sexo, pois o feto estará desenvolvido o suficiente.

A ultrassonografia obstétrica é sempre necessária?

Apesar de muito importante, a ultrassonografia obstétrica não é obrigatória em um pré-natal. No entanto, como se trata de um exame bastante seguro, geralmente não há razão médica para evitá-lo. Um monitoramento ultrassonográfico mais frequente pode ser indicado se você:

  • Tem um histórico familiar de anormalidades genéticas;
  • Tem mais de 35 anos, pois o risco de alterações cromossômicas aumenta com a idade materna;
  • Tem alguma patologia como diabetes gestacional, pré-eclâmpsia, trombofilias, entre outras.

No entanto, como em todo exame, lembre-se de que não há garantia de uma imagem perfeita e há uma chance de obter um falso positivo ou falso negativo. Por isso, a avaliação de um médico para a interpretação do ultrassom obstétrico é fundamental. 

Quer saber mais sobre os exames do pré-natal? Confira nosso artigo sobre o tema!

Idade gestacional: o que é e como calcular?

Saber a idade gestacional é fundamental para o bom acompanhamento de uma gestação e para o planejamento do parto. No entanto, seu cálculo não é tão simples quanto parece e, frequentemente, você pode precisar de auxílio médico.

O começo da contagem é feito a partir do primeiro dia do último período menstrual, que também é conhecido como data da última menstruação (DUM). Neste artigo, explicamos como a idade gestacional é calculada para determinar a data do parto de uma mulher, além de responder algumas dúvidas muito comuns sobre o tema. Acompanhe!

Por que a mulher para de menstruar durante a gestação?

O endométrio é a camada mais interna do útero, sendo o local em que o embrião se fixa nos primeiros dias de uma gestação. Para isso, ele precisa estar espesso para permitir o desenvolvimento das estruturas embrionárias.

Já a menstruação é a descamação do endométrio ao final de um ciclo. Ela é regulada pela variação periódica de hormônios produzidos na hipófise e nos ovários:

  • O primeiro dia de sangramento menstrual marca o primeiro dia do ciclo menstrual. Essa fase dura cerca de 3 a 7 dias;
  • Com isso, os ovários começam a produzir quantidades maiores de estrogênio, um hormônio que estimula a multiplicação das células do endométrio;
  • Por volta da metade do ciclo, há um pico de hormônio luteinizante (LH), que estimula a ovulação;
  • As células remanescentes do folículo ovariano se transformam e se tornam uma estrutura chamada corpo lúteo, que produz estrogênio e progesterona. Eles estimulam o espessamento do endométrio a fim de prepará-lo para a implantação do embrião;
  • Caso não haja a concepção, o corpo lúteo se degenera e os níveis desses hormônios caem significativamente e o endométrio se descama.

Se houver a fertilização do óvulo, o embrião formado passa a produzir o hormônio gonadotrofina coriônica humana (hCG). Ele atua sob o corpo lúteo, impedindo sua involução. Então, os níveis de progesterona e estrogênio permanecem altos, mantendo o endométrio mais espesso. Portanto, a mulher não menstrua durante a gravidez.

Qual é a fórmula para calcular a idade gestacional?

O método mais simples de calcular a idade gestacional é pela data da última menstruação, a DUM:

  • Conta-se a quantidade de dias desde o primeiro dia da última menstruação;
  • Depois disso, divide-se por 7. Assim, sabemos a idade gestacional em semanas;
  • O resto da divisão é o número de dias.

Essa fórmula pode parecer muito abstrata e confusa sem uma aplicação prática. Então, acompanhe o seguinte exemplo:

  • Uma mulher teve sua última menstruação no dia 15/07/22;
  • Em 19/09/22, ela faz um teste de gravidez e descobre uma gestação;
  • Então, são 66 dias, que divididos por 7 dão o resultado 9 semanas e 3 dias.

A cada quatro semanas, dizemos que um mês de gestação foi completo. Portanto, está no terceiro mês da gestação, ainda no primeiro trimestre.

Data da concepção

A idade do embrião não coincide com a idade gestacional. Afinal, a concepção acontece após a ovulação, que geralmente ocorre após aproximadamente 2 semanas da DUM. Então, em mulheres com ciclo menstruação anormal, pode ser mais difícil estimar a data de concepção, visto que a ovulação pode demorar mais (ou menos) do que 13 a 18 dias após a DUM.

Marcos importantes em relação à idade gestacional

  • 5 semanas — o saco gestacional é visível à ultrassonografia;
  • 7 semanas — já podem ser escutados batimentos cardíacos no ultrassom;
  • 16 semanas — o sexo do bebê pode ser identificado na ultrassonografia;
  • 20 semanas — a mãe geralmente começa a notar movimentos do bebê dentro do útero;
  • 37 a 40 semanas — o bebê já está pronto para nascer. A data provável do parto é o primeiro dia da 40ª semana.

Discrepância de idade gestacional: por que ocorre?

Isso ocorre quando a idade gestacional calculada pela DUM é diferente da idade gestacional determinada por um ultrassom. Aqui estão algumas das razões pelas quais essa discrepância pode ocorrer:

  • o primeiro dia do último período menstrual da mulher estava incorreto;
  • o feto pode estar crescendo mais devagar ou mais rápido do que o esperado. Isso pode acontecer se houver algo errado com o feto ou a mulher estiver sofrendo de uma condição que está diminuindo a capacidade de seu corpo de desenvolver o bebê.

Como calcular a idade gestacional se você não sabe a data da última menstruação?

Você também pode descobrir a idade gestacional do seu feto com o ultrassom obstétrico. O médico ultrassonografista examinará o tamanho do seu feto e o comparará com um gráfico padronizado para descobrir a IG estimada.

No entanto, tenha em mente que esse método pode não ser 100% preciso em alguns casos. Por exemplo, um feto menor do que o normal pode ter uma idade gestacional menor do que deveria, enquanto um feto maior do que o normal pode ter uma idade gestacional estimada acima do que deveria.

A idade gestacional é a medida do tempo desde que uma mulher teve sua última menstruação. Em geral, podemos estimar a idade do feto com a subtração de 2 semanas da idade gestacional. Esse dado é muito importante para o planejamento do pré-natal e do parto, por exemplo.

Quer saber mais sobre a rotina de pré-natal de acordo com a idade gestacional? Confira este artigo sobre o tema!

DIP: veja o tratamento

A doença inflamatória pélvica (DIP) é uma infecção, geralmente bacteriana, que acomete os órgãos reprodutores femininos. Ela pode causar cicatrizes intrauterinas, inflamação crônica e outras consequências graves.

É uma condição inflamatória caracterizada por uma resposta imune aumentada, o que resulta em dano tecidual no endométrio, nas tubas uterinas, nos ovários e outros órgãos da pelve. Ela pode ser tratada com antibióticos para combater os microrganismos invasores e medicamentos anti-inflamatórios para trazer a resposta imune de volta ao equilíbrio.

A DIP afetará aproximadamente 20% das mulheres em algum momento de suas vidas. O risco de desenvolver essa condição aumenta se você for sexualmente ativo, tiver vários parceiros ou tiver novos parceiros sexuais com frequência. Felizmente, com diagnóstico precoce e tratamento, as chances de recuperação são altas.

Para isso, você precisa conhecer seus fatores de risco e reconhecer os sintomas da DIP. Assim, você pode tomar medidas para evitar que a doença, além de saber quais ações tomar se você a desenvolver. Quer saber mais sobre o tema? Acompanhe!

Quais são os sintomas de DIP?

Os sinais e sintomas da DIP podem variar de pessoa para pessoa e podem incluir:

  • Dor durante o sexo ou dor logo abaixo do abdômen que piora com a relação sexual;
  • Inchaço ou sensibilidade no abdome;
  • Aumento incomum no tamanho do abdome;
  • Dor duradoura na parte inferior do abdome;
  • Dor durante a micção;
  • Aumento do corrimento vaginal, que pode ser anormal em relação à cor ou ao odor;
  • Sangramento ou manchas de sangue nas roupas íntimas entre no período entre as menstruações;
  • Sensação de enjoo, febre e calafrios;
  • Sensação de cansaço ou fraqueza incomum.

É importante estar ciente de quaisquer alterações em seu corpo para que você possa procurar atendimento médico.

Como você sabe se você tem DIP?

O diagnóstico da DIP não demanda necessariamente a realização de testes complementares. O médico geralmente diagnosticá-la apenas com base nos seus sintomas, histórico clínico e exame físico.

No consultório, o exame ginecológico pode revelar inflamação ou inchaço no colo do útero, útero, ovários ou nas paredes da pelve. Seu médico também pode examinar a secreção da sua vagina. Se você tiver DIP, a secreção poderá ter uma cor ou odor anormal, além de poder conter sangue.

Como testes complementares podem ser feitos:

  • exames de sangue, que pode mostrar um número aumentado de glóbulos brancos;
  • análise laboratorial da secreção do colo do útero, o qual pode apresentar crescimento de bactérias ou presença de material genético de microrganismos invasores.

Além disso, para guiar o tratamento, uma cultura pode ser realizada para testar a sensibilidade a bactérias aos diferentes antibióticos que podem ser usados no tratamento.

Causas de DIP

A DIP é causada por bactérias que entram no útero e podem chegar até às trompas de Falópio. A bactéria pode vir de um novo parceiro sexual e de um parceiro sexual passado. Em casos mais incomuns, podem ter sido levadas durante a inserção dos dispositivos intrauterinos (DIUs).

Alguns fatores que aumentam o risco de DIP são:

  • Ter um novo parceiro sexual ou múltiplos parceiros sexuais;
  • Ter um novo parceiro sexual que teve muitos parceiros sexuais;
  • Ter um parceiro sexual que não usa preservativos;
  • Ter colocado DIU há mais de seis semanas;
  • Ter um sistema imunológico enfraquecido;
  • Ter uma infecção sexualmente transmissível (IST) não tratada;
  • Ter feito uma operação no abdômen, como uma apendicectomia ou uma histerectomia;
  • Estar grávida.

Tratamentos para DIP

O objetivo principal do tratamento para DIP é erradicar as bactérias invasoras com antibióticos. Além dos antibióticos, seu médico pode recomendar um curso curto de analgésicos e anti-inflamatórios para ajudar a aliviar os sintomas. Dependendo da gravidade de sua condição, seu médico pode recomendar a hospitalização.

 Antibióticos para DIP

A maioria das mulheres com DIP recebe a indicação de antibióticos, que geralmente são tomados por períodos de 10 a 14 dias. É importante seguir as instruções do seu médico, pois tomar os antibióticos errados ou a dosagem incorreta pode piorar sua condição.

Se seus sintomas forem relativamente leves, você pode receber antibióticos orais, como doxiciclina ou eritromicina, que podem ser tomados em casa. Se seus sintomas forem mais graves, você receberá antibióticos administrados por via intravenosa. Nesses casos, a internação pode ser necessária.

DIP e gravidez

Devido às consultas obstétricas e aos exames preventivos feitos durante pré-natal, a maioria das mulheres que têm DIP na gravidez é diagnosticada no primeiro trimestre. No entanto, DIP pode ocorrer a qualquer momento durante a gravidez.

A DIP na gravidez é uma condição bastante preocupante, podendo resultar em:

  • cicatrizes nas tubas uterinas e aumentar o risco de gravidez ectópica, que é quando o feto cresce fora do útero;
  • complicações materno-fetais, como o parto prematuro, a necessidade de uma cesariana de urgência e infecções neonatais.

Se você tem doença inflamatória pélvica (DIP) , é importante seguir as instruções do seu médico para o tratamento e evitar o sexo até que esteja totalmente recuperada. Seus parceiros também devem ser tratados para a doença para evitar o risco de você se infectar novamente. Assim, vocês também evitam as complicações trazidas pela inflamação nos órgãos genitais.

Quer saber mais sobre a doença inflamatória pélvica? Confira nosso artigo institucional sobre o tema!

Gravidez depois dos 40

Se você tem 40 anos ou mais e está pensando em começar uma família, há algumas coisas importantes que você precisa saber sobre as gestações nessa faixa etária. A gravidez depois dos 40 é uma possibilidade viável para muitas mulheres. Pelo contrário, todo o processo é geralmente saudável, mas requer algumas considerações especiais.

Neste post, você vai obter mais informações sobre:

  • O que é diferente em tentar engravidar depois dos 40;
  • Como seu corpo mudou ao longo da vida;
  • Como se preparar para a maternidade nesta fase de sua vida;
  • O que você pode fazer para aumentar suas chances de concepção.

Acompanhe!

O que há de diferente na gravidez depois dos 40?

É importante saber que a expectativa de vida reprodutiva é de cerca de 35 a 37 anos para as mulheres em geral. Por exemplo, se uma teve a primeira menstruação aos 12 anos, é provável que ela consiga engravidar até seus 47 a 49 anos. No entanto, a partir dos 40 anos, as chances de sucesso caem significativamente ao passo que os riscos de complicações aumentam.

Então, quais são as coisas que você deve ter em mente se estiver tentando engravidar depois dos 40? Suas chances de concepção diminuem um pouco à medida que você envelhece. Isso pode ser devido a uma variedade de fatores. Algumas delas incluem ter um número reduzido de óvulos disponíveis para fertilização e um risco ligeiramente maior de aborto espontâneo.

Além disso, seus níveis hormonais mudam e podem afetar sua capacidade de conceber. É importante observar que algumas dessas alterações são normais, mas outras podem ser um sinal de um problema médico. Por isso, é uma boa ideia consultar o seu médico para se certificar de que tudo está no caminho certo.

Seu ciclo menstrual provavelmente será irregular à medida que você envelhece e você pode nota que menstrua com menos frequência. Consequentemente, há menos ovulações ao longo do tempo, reduzindo o número de ciclos em que você está fértil. Isso pode ser resultado da diminuição da produção hormonal, que ocorre à medida que você envelhece.

O revestimento uterino é mais fino em mulheres com mais de 35 anos. Associado a isso, o fluxo sanguíneo para o útero e ovários pode se reduzir à medida que envelhece. Por fim, seus óvulos podem não estar tão saudáveis ​​quanto eram quando você era mais jovem, podendo aumentar a probabilidade de anormalidades cromossômicas. Tudo isso leva à redução da fertilidade e ao aumento de risco de abortamentos de repetição.

Quais os riscos das gestações após os 40 anos?

A gravidez depois dos 40 anos pode levar a complicações tanto para a mãe quanto para o feto, que incluem:

  • Sofrer um aborto espontâneo;
  • Ter um bebê com anomalias cromossômicas. Essas anormalidades podem resultar em um bebê com defeito congênito;
  • Desenvolver pressão alta, diabetes gestacional e pré-eclâmpsia;
  • Ruptura prematura das membranas uterinas, o que pode resultar em uma cesariana ou em partos prematuros;
  • O bebê sofrer com a morte perinatal devido ao risco de anormalidades placentárias.

Por esse motivo, é muito importante fazer uma consulta preconcepcional para fazer um check-up completo antes de iniciar as tentativas de engravidar. Caso elas sejam bem-sucedidas, fazer um excelente acompanhamento pré-natal é fundamental.

Nesse sentido, é interessante que você saiba que nem toda a gravidez depois dos 40 é de alto risco. Se nenhum risco adicional for identificado, elas são de risco habitual ou intermediário.

Como se preparar para a gravidez depois dos 40?

Se você está pensando em tentar engravidar depois dos 40, há algumas coisas que você pode fazer para aumentar suas chances de fertilidade e de uma gestação saudável:

  • Mantenha-se dentro do seu peso ideal;
  • Adote um estilo de vida saudável;
  • Mantenha seus níveis de estresse baixos. Para isso, pratique técnicas de relaxamento, como meditação, ioga e atenção plena;
  • Certifique-se de que você e seu parceiro estejam saudáveis ​​e tenham recebido tratamento para infecções sexualmente transmissíveis;
  • Comece a acompanhar seus ciclos para ter uma ideia melhor de quando está ovulando;
  • Fale com o seu médico sobre quaisquer possíveis problemas de saúde com os quais possa estar lidando;
  • Mantenha-se sexualmente ativo à medida que envelhece, pois as chances de engravidar dependem do número de relações sexuais no período fértil. Você pode usar lubrificante para ajudar a reduzir qualquer desconforto que possa surgir com o envelhecimento.

Se você tem 40 anos ou mais e deseja começar uma família, é importante ter em mente que suas chances de concepção serão menores a cada ano. Por isso, você pode levar mais tempo para conseguir conceber e estar em maior risco de complicações.

Existem algumas atitudes que você pode tomar para aumentar suas chances de engravidar, incluindo manter um peso, dieta e estilo de vida saudáveis, praticar técnicas de relaxamento e permanecer sexualmente ativo.

Caso a gestação natural não tenha sido possível com essas medidas, podemos indicar intervenções médicas para potencializar o prognóstico de uma gravidez depois dos 40 anos.

Quer saber mais sobre as gestações de alto risco? Confira nosso artigo sobre o tema!

Como amamentar corretamente?

Você sabe como amamentar corretamente? Sabemos que a amamentação pode ser um desafio para as mães e é muito importante não sentir culpa se estiver passando por dificuldades.

Afinal, é uma experiência totalmente nova para você e seu bebê. Mesmo que você não seja uma lactante de primeira viagem, cada criança tem comportamentos e necessidades específicas. Então, você pode ter de aprender novas técnicas e estratégias para um aleitamento mais efetivo e tranquilo.

Felizmente, existem muitas maneiras de aumentar suas chances de sucesso. Neste artigo, ajudaremos você a entender por que o posicionamento e a pega são tão importantes para uma amamentação bem-sucedida. Também compartilharemos várias dicas para ajudá-la a iniciar o processo e a lidar com as principais dificuldades. Quer saber mais sobre o tema? Acompanhe!

Quais os benefícios da amamentação?

A amamentação traz muitos benefícios tanto para a mãe quanto para o bebê. Alguns desses benefícios são imediatos. Outros são de longo prazo. Veja alguns deles:

  • A amamentação mantém o sistema imunológico do bebê saudável. Isso significa que ela protege seu bebê contra infecções. Isso ocorre porque o leite materno contém muitos anticorpos importantes, que protegem seu bebê contra coisas como diarreia, infecções de ouvido e do trato respiratório;
  • Ela é ótima para o sistema digestivo do seu bebê. Isso ajuda a regular o intestino, tornando menos provável que ele fique constipado ou tenha diarreias de repetição;
  • A amamentação é excelente para o cérebro do seu bebê. Pesquisas mostram que a amamentação pode proteger contra distúrbios do neurodesenvolvimento;
  • O aleitamento materno exclusivo também é ótimo para o peso do seu bebê. Enquanto você estiver amamentando sob demanda (sem horários fixos, ele mama quando o corpo dele demandar), seu bebê só tomará quantidade de leite que precisar. Com isso, é menos provável que ele engorde demais nessa fase e durante toda a vida;
  • Nos primeiros meses, a amamentação também tem um efeito contraceptivo natural para a mãe.

Como amamentar corretamente? Por que isso é importante?

O posicionamento é a maneira como você segura e coloca seu bebê durante a amamentação sendo fundamental para o sucesso. Isso é importante por vários motivos:

  • Ajuda você a relaxar seus músculos e a ficar numa posição confortável, o que é essencial para uma mamada bem-sucedida. Você pode descansar a cabeça e relaxar enquanto seu bebê se alimenta, o que tornará o processo mais agradável para você. O mau posicionamento, por outro lado, pode levar a desconforto e problemas;
  • Também permite que a boca do seu bebê se encaixe adequadamente no seu peito e ele consiga sugar um bom volume, o que aumenta a liberação e a produção de leite;
  • Finalmente, ajuda seu bebê a pegar corretamente, para que ele não cause dor ou lesões nas suas mamas.

Uma pegada incorreta pode levar a dor, danos nos mamilos e possíveis problemas de amamentação no futuro. Se você aprender um bom posicionamento desde o início, é mais provável que você acerte, o que tornará todo o processo mais fácil.

Pega e bom posicionamento

A amamentação é um processo de duas etapas. Durante a primeira parte, a pega, seu bebê se apega ao seu peito para tirar o leite. Durante a segunda parte, o leite é liberado, é a chamada “descida do leite”. Veja algumas dicas:

  • Fique confortável! Quando possível, escolha um lugar onde você possa relaxar e ter alguma privacidade. Também evite lugares como um sofá onde seu bebê pode cair ou ser pressionado;
  • Certifique-se de que tem bastante espaço para se movimentar para poder experimentar diferentes posições;
  • Seu bebê deve ser apoiado em seu braço, de frente para o peito. Você deve sentir que a posição está segura e não há risco de queda;
  • Ao amamentar, você deve segurar seu bebê em uma posição inclinada, “diagonal”;
  • A cabeça deve ficar ligeiramente mais baixa que o peito. Isso tornará mais fácil para o seu bebê pegar corretamente;
  • Preste atenção em como ele está se alimentando. Fique relaxada. Pode levar algum tempo para se acostumar com a amamentação.

Como saber se a pega está adequada?

Para certificar-se de que seu bebê está mamando corretamente, procure os seguintes sinais:

  • A boca dele deve estar bem aberta e seus lábios devem para fora, isto é, você pode visualizar tanto a parte inferior quanto a superior;
  • Ambos os lábios devem tocar seu seio e o lábio inferior deve estar na aréola.

Se você sentir dor, seu bebê pode não estar pegando corretamente. Isso pode levar a danos nos mamilos, à redução da produção de leite e tornar a amamentação mais desafiadora no futuro.

Agora que você já sabe como amamentar corretamente, lembre-se que a amamentação é uma forma natural e saudável de alimentar o seu bebê. Ela não envolve apenas dar o peito, mas também posicionar seu bebê corretamente e garantir que ele esteja pegando a auréola corretamente.

Se você estiver com dificuldades para se posicionar e garantir a pega, há muitas maneiras de corrigir o problema. Não deixe de praticar e procurar ajuda se ainda estiver tendo problemas após algumas tentativas.

Pode levar algum tempo para se acostumar com o ato de amamentar, mas, com a prática, é uma habilidade que você pode dominar e ter muita satisfação ao realizá-la.

Quer saber mais sobre os benefícios da amamentação? Não deixe de ler nosso post sobre o tema!

SOP: veja como é o diagnóstico

Se você está passando por problemas com ovulação e menstruação, é possível que você tenha a síndrome dos ovários policísticos, a SOP. Ela é um dos distúrbios endócrinos mais comuns entre as mulheres. Até 10% das mulheres podem ser afetadas pela SOP em algum grau.

Portanto, é muito importante investigar a condição se tiver:

  • Alguma dificuldade para engravidar ou permanecer grávida;
  • Sintomas como acne, queda de cabelo, crescimento excessivo de pelos no rosto ou no corpo;
  • Dificuldade em perder peso.

Diante desse quadro, busque seu ginecologista para que ele possa fazer uma avaliação completa do seu quadro. Se necessário, ele também pode recomendar exames complementares. A detecção precoce pode fazer muita diferença quando se trata de reduzir os riscos associados a essa condição no futuro.

Quer saber mais sobre o diagnóstico da SOP? Acompanhe!

O que é SOP?

SOP significa síndrome dos ovários policísticos, um distúrbio endócrino comum que afeta os ovários. As principais funções dos ovários são o armazenamento do óvulos (células reprodutivas da mulher) e a secreção de hormônios sexuais.

Em geral, na SOP, os ovários estão aumentados ou contêm cistos (lesões cheias de líquido). No entanto, algumas pacientes podem apresentar ovários normais nos exames de imagem. Isso se deve a um excesso de produção de hormônicos masculinos, como a testosterona, que inibe os ciclos dos folículos ovarianos. Contudo a causa exata da SOP não é conhecida. É mais provável que seja causado por uma combinação de fatores genéticos e ambientais.

Portanto, a SOP ocorre quando os hormônios cíclicos normais (como estrogênio e progesterona) e a ovulação (liberação do óvulo dos ovários) ocorrem com menos frequência do que o normal. Com isso, podem surgir sintomas, como:

  • Menstruações irregulares;
  • Problemas para engravidar;
  • Crescimento excessivo de pelos no rosto e no corpo.

Mulheres com SOP também correm um risco maior de diabetes tipo 2, doenças cardíacas e síndrome metabólica.

 

Como é feito o diagnóstico da SOP?

A primeira fase do diagnóstico da SOP é a avaliação ginecológica, em que seu médico perguntará sobre seu histórico de saúde, sintomas e histórico familiar. Seu médico também fará um exame físico detalhado para verificar quaisquer anormalidades ou sinais da SOP, como massas ovarinas palpáveis no abdômen. Ele também pode pedir que você mantenha um diário por vários meses de seus ciclos menstruais, bem como seus sintomas.

Para a maioria das mulheres com suspeita da condição, uma ultrassonografia transvaginal e/ou pélvica será indicada para examinar os ovários. Esse procedimento específico usa ondas sonoras para criar uma imagem de seus ovários. Pode ser solicitado que você faça exames de sangue para medir os níveis de certos hormônios, como a testosterona e o estrogênio.

Dependendo de seus sintomas e dos resultados de seu exame de sangue inicial e exame físico, podem ser requisitados outros testes adicionais para determinar a extensão das complicações causadas ​​por sua SOP.

Por exemplo, se você estiver com infertilidade, seu médico provavelmente prescreverá um teste do progestágeno, que permitirá que você acompanhe o efeito de seus níveis de progesterona em seu ciclo menstrual. Além disso, se você estiver com dificuldade para perder peso, ele pode recomendar um exame de sangue para determinar sua sensibilidade à insulina.

O diagnóstico, com a presença de, pelo menos, 2 dos seguintes critérios:

  • Distúrbios de ovulação, caracterizados por oligovulação (ovulação infrequente ou irregular) ou anovulação (ausência de ovulação);
  • Sinais clínicos e/ou bioquímicos de hiperandrogenismo;
  • Morfologia policística dos ovários – presença de 12 ou mais folículos medindo de 2 mm a 9 mm de diâmetro e/ou volume ovariano acima de 10 cm³ – comprovada por ultrassonografia.

Além disso, para a confirmação da SOP, é necessário excluir outras causas que podem levar a essas manifestações.

Portanto, o diagnóstico da SOP pode ser feito apenas com critérios clínicos caso você apresente sintomas/sinais de ovulação irregular crônica e de excesso de hormônios masculinos.

Diagnóstico diferencial da SOP

Uma parte fundamental do diagnóstico da SOP é afastar outras possíveis causas dos sintomas da síndrome. Afinal, a SOP é um diagnóstico de exclusão, sendo feito somente quando a possibilidade de causas mais frequentes ou graves é excluída. Para isso, podem ser requisitados exames, como:

  • Função tireoidiana: Algumas mulheres com SOP também têm hipotireoidismo, isto é, sua tireoide não produz hormônios suficientes para manter o corpo funcionando como deveria;
  • Dosagem da prolactina: em situações normais, esse hormônio regula quando você produz leite para amamentação. Se seus níveis de prolactina estiverem muito altos, isso pode causar problemas com seu ciclo menstrual e fertilidade. Também pode fazer com que você produza mais leite materno. A hiperprolactinemia pode causar sintomas semelhantes aos da SOP, sendo importante fazer o diagnóstico diferencial;
  • Função Adrenal: sintomas semelhantes aos da SOP também podem estar presentes quando há um excesso de produção de hormônios da glândula adrenal. Por isso, seu médico pode recomendar um exame de sangue para verificar sua função adrenal;
  • Dosagem da Dosagem da Gonadotrofina Coriônica Humana para excluir uma gestação.

Exames para identificar complicações da SOP

A SOP, devido à resistência à insulina, pode causar alterações nos seguintes exames:

  • Glicose de jejum: Um exame de sangue em que você não come nada por 8 horas antes de ter seu sangue coletado. Esse teste pode mostrar se você está em risco de diabetes;
  • Dosagem de lipídios e colesterol para verificar seus níveis de gordura no sangue, que podem estar aumentados em pacientes com SOP.

Se você tem tido problemas com a ovulação ou se incomodado com a presença de pelos em locais incomuns para a mulher, não deixe de procurar um ginecologista. De fato, a detecção precoce pode fazer muita diferença para reduzir os sintomas e evitar complicações.

Quer saber mais sobre a SOP? Não perca nosso post completo sobre o tema!

Sangramento uterino anormal: diagnóstico e tratamento

Qualquer sangramento que ocorra fora do período normal ou tenha características diferentes da menstruação normal de alguma forma é considerado como sangramento uterino anormal (SUA).

Em alguns casos, pode ser um sintoma de doenças, como os miomas ou a doença inflamatória pélvica. Em outros, ele surge sem estar relacionada a nenhuma condição específica. Mesmo assim, pode ser necessário tratá-lo devido a complicações, como a anemia.

Melhorar sua qualidade de vida é o objetivo principal do tratamento do SUA. Mas como ele é feito? O primeiro passo é entender o que causa essa condição e como você pode gerenciar seus sintomas. Depois disso, é necessário fazer a investigação de suas causas.

A partir disso, é iniciado um tratamento individualizado para cada mulher. Quer saber mais sobre o tema? Acompanhe!

O que é sangramento uterino anormal?

O sangramento uterino anormal (SUA) é uma preocupação comum entre as mulheres que tomam pílula anticoncepcional. Se você estiver sangrando mais do que o normal, por mais tempo do que o normal para o seu ciclo ou de uma forma que não parece consistente com o seu ciclo, você pode ter SUA.

Causas de sangramento uterino anormal

Existem muitas causas de SUA e um médico capacitado será capaz de determinar o que pode estar causando seu sangramento depois de fazer um histórico médico completo e realizar um exame físico. Em alguns casos, serão necessários exames complementares para investigar a etiologia do sangramento. O teste mais requisitado inicialmente é a ultrassonografia transvaginal.

A seguir estão algumas das causas mais comuns de SUA:

  • Anormalidades Hormonais: As alterações hormonais são a causa mais comum de SUA. No entanto, eles geralmente não são graves e desaparecem sozinhos quando os níveis hormonais se estabilizam. Na maioria dos casos, as alterações hormonais resultam de uma proporção desequilibrada de progesterona-estrogênio, a qual pode ser facilmente tratada com medicamentos;
  • Infecção: Infecções no útero ou colo do útero podem causar sangramento uterino anormal. Se você foi diagnosticado recentemente com clamídia, gonorreia ou outro microrganismo causador de doença inflamatória pélvica, é provável que seu médico prescreva antibióticos para tratar a infecção e interromper a SUA;
  • Câncer: Embora causa menos frequente, o câncer do colo uterino pode resultar em sangramento anormal e requer atenção médica urgente. Se você foi recentemente diagnosticada com displasia cervical, seu médico provavelmente fará um exame pélvico e coletará uma amostra de Papanicolau para testar células anormais ou pré-cancerosas;
  • Outras causas: Outras causas de sangramento uterino anormal incluem gravidez, uso de dispositivo intrauterino (DIU) de cobre, presença de miomas ou pólipos.

Diagnóstico de Sangramento Uterino Anormal

Seu médico começará fazendo uma anamnese completa e realizando um exame físico. O histórico médico que você fornecer ajudará seu médico a fazer um diagnóstico. O exame físico fornecerá informações adicionais sobre a natureza de sua condição e os ajudará a descartar outros diagnósticos em potencial. Essa etapa pode incluir um exame de Papanicolau ou uma histeroscopia ambulatorial.

Ele também pode requerer um ultrassom ou realizar uma histeroscopia para examinar mais de perto a cavidade uterina e o canal endocervical. Se o seu médico suspeitar de uma condição mais específica ou de complicações, ele pode solicitar testes de diagnóstico, como o hemograma, a biópsia endometrial e as dosagens hormonais.

Tratamento para sangramento uterino anormal

Seu médico provavelmente iniciará o tratamento para SUA após ter descartado quaisquer causas graves. Depois disso, ele vai desenvolver um plano de tratamento que aborde seus sintomas e melhore sua qualidade de vida.

As opções de tratamento variam de acordo com a causa do seu sangramento uterino anormal e a sua saúde geral:

  • Anormalidades hormonais: Se o seu SUA for causado por desequilíbrios hormonais, seu médico provavelmente prescreverá medicamentos hormonais que corrigem o problema ou ajudam a interromper o sangramento (amenorreia medicamentosa);
  • Infecção: O tratamento de uma infecção dependerá do tipo de infecção que você tem e se esteve recentemente grávida. As infecções por clamídia e gonorreia podem ser tratadas com antibióticos, enquanto uma infecção pélvica causada por um DIU ou outro objeto estranho exigirá a remoção do objeto e o posterior tratamento com antibióticos;
  • Câncer: Se você tiver câncer do colo do útero, seu médico recomendará uma cirurgia para remover o tecido anormal. Então, de acordo com o estágio do câncer, será feito o acompanhamento com radiação ou quimioterapia para eliminar quaisquer células cancerígenas remanescentes;
  • Gravidez: Se o seu SUA for causado por gravidez, seu médico iniciará o acompanhamento pré-natal adequado e buscará identificar se o sangramento representa algum risco para você ou a gestação;
  • Pílulas contraceptivas: O sangramento uterino anormal é uma preocupação comum entre as mulheres que tomam pílula anticoncepcional, visto que alguns tipos alteram as características da menstruação.

Quando procurar um médico?

Como vimos, qualquer sangramento que ocorra fora da menstruação normal ou seja diferente da menstruação normal de alguma forma é considerado como sangramento uterino anormal (SUA). Então, é importante procurar um médico se você estiver sangrando:

  • Com mais fluxo do que o normal;
  • Por mais tempo do que o normal para o seu ciclo;
  • No período entre as menstruações;
  • De alguma uma forma que não parece consistente com o seu ciclo.

Portanto, apesar de benigno na maioria dos casos, o sangramento uterino anormal (SUA) deve ser acompanhado pela mulher para evitar complicações ou identificar precocemente doenças graves. Sempre que se preocupar com as mudanças das características da sua menstruação, converse com um médico capacitado.

Quer saber mais sobre o sangramento uterino anormal? Não deixe de ler nosso artigo completo sobre esse tema!

Endometriose: tratamento

A endometriose é uma condição na qual o tecido endometrial, que é normalmente encontrado dentro do útero, começa a crescer em outros locais. Quando isso acontece, pode surgir um processo inflamatório crônico, que leva a sintomas dolorosos e complicações.

Para a maioria das mulheres diagnosticadas com endometriose, a condição não requer tratamento mais invasivo no início. Em vez disso, seu médico pode recomendar métodos de tratamento clínico, como terapia hormonal ou pílulas anticoncepcionais com a finalidade de suprimir os níveis de estrogênio, um hormônio fundamental na permanência das lesões. O tratamento geralmente é efetivo para aliviar a dor e reduzir a inflamação.

Quando essas terapias não reduzirem seus sintomas ou se você tiver efeitos colaterais graves ao tomar um contraceptivo, a cirurgia pode ser necessária para controlar a doença. Quer entender melhor o que você pode esperar do tratamento se tiver endometriose? Confira nosso post até o final!

Sintomas da endometriose

O principal sintoma da endometriose é a dor crônica. O nível de dor varia de pessoa para pessoa, mas a dor pode ser descrita como cólica ou uma dor incômoda na parte inferior do abdômen, a pelve. Veja os quadros mais comuns na endometriose:

  • Quando a dor surge antes e durante a menstruação, melhorando logo depois, ela é chamada de dismenorreia;
  • Também pode ocorrer dor durante ou após o sexo, dispareunia;
  • No entanto, o tipo mais comum de dor na endometriose é a crônica, que dura mais de 6 meses e está presente fora do período menstrual.

A endometriose também pode causar infertilidade, especialmente em mulheres mais jovens que desejam engravidar. As possíveis complicações da endometriose incluem cicatrizes uterinas e aderências.

Mulheres com endometriose também podem ter problemas intestinais, como constipação e diarreia. Caso os implantes acometam as vias urinárias, pode surgir a incontinência urinária e a presença de sangue na urina.

Terapia medicamentosa da endometriose

Se você sentir dor como resultado da endometriose, seu médico pode prescrever medicação para controlar o sintoma.

Anti-inflamatórios

Embora existam muitos tipos diferentes de medicamentos, os tipos mais comuns de analgésicos para a endometriose são os anti-inflamatórios não-esteroidais (AINE), como o ibuprofeno e o diclofenaco de sódio.

Os AINEs funcionam bloqueando a produção de prostaglandinas, uma substância semelhante a um hormônio que causa inflamação e dor. Os AINEs podem reduzir a intensidade e a duração das cólicas menstruais e da dor crônica, mas não reduzem a frequência com que elas ocorrem. Afinal, são tratamentos sintomáticos.

Por isso, você deve sempre tomar AINEs com cautela, pois eles podem causar sérios efeitos colaterais em algumas pessoas quando tomados indiscriminadamente. Portanto, você nunca deve tomar mais do que a dose recomendada e sempre consultar seu médico antes de iniciar um novo medicamento.

Terapia Hormonal para Endometriose

Seu médico pode prescrever terapia hormonal para melhorar os sintomas de dor e disfunção intestinal/urinária. Seu médico pode prescrever essa intervenção de forma contínua, que envolve tomar uma pílula anticoncepcional de baixa dose de hormônios. Ela deve ser tomada todos os dias para suprimir continuamente seus níveis de estrogênio.

O estrogênio é o hormônio que faz com que o tecido endometrial cresça. Portanto, uma dose diária de supressores de estrogênio pode ajudar a reduzir o volume das lesões e controlar a inflamação.

A terapia hormonal é frequentemente usada como tratamento de primeira linha para a endometriose, mas não é uma solução permanente. A maioria das mulheres que toma um anticoncepcional oral diário terá que permanecer com a medicação por muitos anos para evitar o ressurgimento dos sintomas de dor.

Cirurgia para endometriose

Se o seu médico determinar que a cirurgia é o melhor tratamento para endometriose, você terá dois procedimentos diferentes:

  • Cirurgia laparoscópica;
  • Cirurgia aberta.

Ambas as cirurgias são projetadas para remover o tecido endometrial do corpo. No entanto, a primeira é geralmente a opção mais utilizada, visto que é minimamente invasiva, no qual o cirurgião faz pequenas incisões no abdômen para acessar o interior da região pélvica.

Existem duas maneiras pelas quais a cirurgia laparoscópica pode tratar a endometriose:

  • O tratamento a laser laparoscópico, também conhecido como fotocoagulação, usa um laser para destruir o tecido endometrial;
  • A ressecção endoscópica trata a doença removendo cirurgicamente o tecido.

Quando se trata de cirurgia aberta, o cirurgião fará uma incisão em seu abdômen para acessar o interior do seu corpo. Dependendo de seus sintomas e gravidade da doença, seu médico pode recomendar um tipo de cirurgia em detrimento de outro.

A endometriose é uma condição dolorosa que afeta milhões de mulheres todos os anos. Embora não haja cura para a doença, existem muitas opções de tratamento disponíveis para controlar a dor e outros sintomas. Com isso, você pode obter uma melhora significativa dos seus sintomas e recuperar a qualidade de vida perdida.

Quer saber mais sobre os sintomas e o diagnóstico da endometriose? Não perca nosso post sobre o assunto!

Baby blues e depressão pós-parto: qual a relação?

A depressão pós-parto e o baby blues são condições comuns após o parto. No entanto, diferente do que muitas pessoas pensam, elas não são meros episódios de tristeza. Elas podem afetar seriamente sua capacidade de cuidar de sua própria saúde mental e de seu filho.

Se você deu à luz recentemente, pode estar em risco de desenvolver a depressão pós-parto ou baby blues. Ambos são desencadeados por alterações significativas nos níveis hormonais, associadas a outros fatores, como a mudança intensa da rotina, a pior qualidade do sono e a ansiedade devido à grande responsabilidade de cuidar de um bebê.

Embora ninguém saiba exatamente o que causa qualquer condição, a identificação de fatores de risco pode ajudar as novas mães a reduzir suas chances de desenvolvê-las. Mesmo que elas acabem a acometendo, a boa notícia é que, com tempo e apoio, você pode se recuperar da depressão pós-parto e do baby blues.

Para isso, você precisa entender o que são, como identificá-las e o que você pode fazer sobre elas. Então, preparamos este post para você. Acompanhe!

O que é depressão pós-parto?

A depressão pós-parto (DPP) é uma complicação grave e comum no período após o nascimento de um bebê. É uma doença mental comum que afeta 10 a 20 em cada 100 mulheres depois de ter um bebê.

Esse transtorno de humor afeta as novas mamães, pois passam por mudanças físicas e psíquicas muito intensas após dar à luz. Embora os sintomas possam se iniciar a qualquer momento durante o primeiro ano após o nascimento da criança, é normal que eles comecem a desaparecer após 3 meses. Em alguns casos, também é possível ter depressão pós-parto se você estiver adotando uma criança.

A depressão pós-parto é uma questão muito séria, a qual requer tratamento precoce para evitar as complicações da dificuldade de cuidar de seu filho e de si mesmo.

O que é o Baby Blues?

O baby blues é a versão mais branda das mudanças de humor que as mulheres passam pela depressão. Ele acontece com quase todas as mulheres no primeiro mês após o parto, afetando cerca de 50% a 80% das mulheres.

Os sintomas são muito semelhantes aos da depressão pós-parto, mas são menos intensos e não duram mais do que 3 a 4 semanas.

Alguns fatores de risco para o baby blues são:

  • Ser mãe de primeira viagem;
  • Ter uma rotina excessivamente estressante após a chegada do novo filho;
  • Não obter suporte familiar e afetivo adequado;
  • Ter passado por dificuldades durante o parto.

O baby blues não é uma condição tão séria, mas precisa ser cuidada com atenção. O baby blues é causado por alterações hormonais e privação de sono após o nascimento de uma criança. Quando o corpo se adapta aos novos níveis hormonais e à nova rotina sono, os sintomas tendem a ir embora por conta própria. Isso geralmente acontece dentro de algumas semanas, mas, em alguns casos, a mulher pode evoluir para a depressão pós-parto.

A relação entre depressão pós-parto e Blues

Veja algumas semelhanças e diferenças do baby blues em relação à depressão pós-parto:

  • O Baby Blues não é um diagnóstico formal: é um conjunto de sintomas (sentir-se triste, chorar e ter crises de desesperança) que também fazem parte de outras síndromes psíquicas, como depressão pós-parto ou ansiedade;
  • O blues acontece com quase todas as novas mães: ele é muito comum. Isso não significa que sejam um problema sério. Na verdade, eles podem levar à depressão pós-parto caso não sejam acompanhados adequadamente.
  • Os sintomas da depressão pós-parto são mais graves: a pessoa pode ser incapaz de cuidar de seu filho e de si mesma.
  • A depressão pósparto tem um efeito negativo na família: Todos os membros são afetados por ela.
  • A depressão pós-parto geralmente necessita de tratamento medicamentoso: A DPP precisa ser tratada com intervenções médicas se a paciente não manifestar melhora espontânea, mas os sintomas do baby blues são tão comuns e passageiros que não é necessário nenhum tratamento específico para eles, além de suporte afetivo e emocional.

Como buscar ajuda para ambas as condições?

A depressão pós-parto pode ser tratada com psicoterapia e medicação antidepressiva. Não existe um curso específico de tratamento para o baby blues. Eles vão embora por conta própria dentro de algumas semanas ou mais.

Se você está tendo sintomas de depressão pós-parto ou baby blues, não espere para obter ajuda. Converse com seu médico ou profissional de saúde mental para que você possa receber tratamento o mais rápido possível. A intervenção precoce pode evitar que a depressão pós-parto se transforme em algo mais sério.

A depressão pós-parto e o baby blues são complicações comuns do puerpério e do primeiro ano após o fim da gestação. Ambas as condições podem ser tratadas com psicoterapia, já a medicação antidepressiva geralmente é indicada apenas para casos de depressão pós-parto. No entanto, é importante identificá-los corretamente para que você possa obter a ajuda necessária. Conversar com um médico ou profissional de saúde mental pode ajudá-lo a reconhecer os sinais dessas condições e obter o tratamento necessário dos sintomas antes que eles piorem.

Quer saber mais sobre a depressão pós-parto, seus sintomas, sua prevenção e seu tratamento? Então, não perca este nosso artigo sobre o tema!

DIP: veja como é o diagnóstico

A doença inflamatória pélvica, a DIP, é uma condição muito prevalente entre as mulheres. Ela é causada por microrganismos que infectam as estruturas mais internas do sistema genital feminino: o útero, as tubas uterinas e os ovários. Todas elas são fundamentais para as funções reprodutivas da mulher desde a fertilização até o parto.

Por esse motivo, além da infertilidade, a DIP está comumente relacionada a complicações durante a gravidez. Exemplificando, ela aumenta o risco de abortamento espontâneo, parto prematuro e cesariana. Quer saber mais sobre o tema? Acompanhe!

O que é DIP, causas e prevenção?

A DIP é uma condição desencadeada por infecções no trato genital superior. Devido à presença de microrganismos invasores, inicia-se um processo inflamatório que prejudica a funcionalidade dos órgãos afetados.

Normalmente, a DIP se inicia com a migração de bactérias da vagina para o útero, mas também podem ser causadas por fungos e vírus (mais raramente). As duas principais bactérias relacionadas à DIP são a gonorreia e a clamídia. Ambas são as infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) mais prevalentes em todo o mundo. Estima-se que até 1 bilhão de pessoas estejam infectadas por elas a cada ano.

Elas geralmente provocam casos assintomáticos, o que facilita a sua proliferação e dificulta o diagnóstico. No entanto, podem complicar para a doença inflamatória pélvica, que pode trazer repercussões. A principal forma de prevenção da DIP é a utilização de preservativos nas relações sexuais.

O diagnóstico da DIP

O diagnóstico da DIP envolve cinco passos principais:

  • Avaliação das queixas clínicas: é muito importante que você comunique ao médico quaisquer sintomas que tenha notado, mesmo que eles pareçam “simples” ou “pouco relevantes” para você;
  • Identificação de fatores de risco e de histórico sugestivo de DIP;
  • Identificação de alterações no exame físico;
  • Realização de testes laboratoriais (exame de sangue e urina);
  • Realização de exames de imagem, como a ultrassonografia pélvica e a transvaginal.

Em casos raros, os passos acima podem não ser suficientes para esclarecer o diagnóstico. Então, outras investigações podem ser necessárias com métodos diagnósticos mais complexos, como a videolaparoscopia e a biópsia endometrial.

Sintomas da DIP

Na maior parte dos casos, a DIP é diagnosticada clinicamente. Ou seja, não é necessário realizar nenhum exame complementar ou procedimento para confirmar o diagnóstico. Ele é feito com base nas alterações identificadas durante a anamnese (entrevista clínica), na qual você e seu médico conversam sobre suas queixas, sua história sexual, seus hábitos de vida, entre outros pontos.

Apesar disso, a doença inflamatória pélvica é assintomática na maioria das pacientes, o que dificulta o diagnóstico. Quando surgem, os principais sintomas são:

  • Dor pélvica (região inferior do abdômen), que pode ser aguda ou crônica com intensidade leve a incapacitante;
  • Corrimento vaginal anormal, que pode apresentar odor intenso e alteração na coloração;
  • Sangramento uterino anormal, principalmente no período intermenstrual ou durante as relações sexuais;
  • Dispareunia, a dor durante o sexo;
  • Febre;
  • Náuseas e vômitos;
  • Calafrios;
  • Dor durante a micção ou incontinência urinária.

Diante da presença desses sintomas, uma gestante (se for o caso) precisa procurar auxílio médico urgentemente. Afinal, trata-se de uma condição que pode evoluir para complicações gestacionais graves.

Fatores de risco e histórico clínico

Outro passo fundamental é identificar de fatores de risco e de complicações que podem estar ligadas à DIP. Para isso, o seu médico poderá perguntar a respeito da sua vida sexual, assim como da história ginecológica e obstétrica prévia.

Os principais fatores de risco para a DIP são:

  • Ter feito relações sexuais desprotegidas, principalmente no último ano;
  • Ter vida sexual ativa;
  • Ter múltiplos parceiros sexuais no último ano;
  • Ter relações sexuais com pessoas que tiveram múltiplos parceiros recentemente;
  • História prévia de infecções sexualmente transmissíveis;
  • Histórico de DIP. Quanto maior o número de episódios de DIP, maiores são as chances de complicação;
  • Uso regular de ducha íntima. Apesar de vista como uma medida de higiene, ela prejudica a vagina. Ela altera as condições locais e facilita a proliferação de microrganismos causadores de doenças.

Alterações no exame físico da DIP

O exame físico ginecológico abrange a inspeção, palpação e aferição de sinais vitais com especial foco no sistema reprodutor feminino. No caso da DIP, serão investigadas alterações na região da pelve, tais quais a dor, o aumento da sensibilidade e o inchaço na região. Durante o exame vaginal, também podem ser identificadas alterações nas secreções e lesões típicas de ISTs.

Exames complementares

Os exames complementares mais indicados são:

Testes laboratoriais

Os exames de sangue e urina nos ajudam a confirmar ou descartar a presença dos agentes causadores das ISTs e de outras infecções geniturinárias.

Exames de imagem: ultrassonografia pélvica

A partir dela, podemos notar sinais indiretos de infecções no trato genital superior, como a presença de aderências, líquido nas tubas uterinas (hidrossalpinge) e abscessos (“bolsas de pus”).

Tratamento da doença inflamatória pélvica

O tratamento envolve o uso de antibióticos no período indicado pelo médico. Ele é feito imediatamente após o diagnóstico. Apesar de serem muito efetivos para eliminar a infecção, não atuam na reversão das complicações.

Então, se elas já existirem, pode ser necessário utilizar outras estratégias, como a reprodução assistida (para infertilidade) e as cirurgias para drenagem de abscessos ou destruição das aderências.

Portanto, a melhor forma de evitar as complicações e formas graves da DIP é a prevenção, que é feita com o uso de preservativos nas relações sexuais. Quando a infecção já está em curso, o tratamento precoce é fundamental.

Quer saber mais sobre a DIP e seu tratamento? Confira nosso post sobre o tema!